
Tasquinhas e artesanato fazem a festa em S. Martinho do Bispo
Momentaneamente, o cheiro dos sabonetes artesanais sobrepõe-se ao apetitoso aroma a frango de churrasco. Estamos na Feira das Tasquinhas/Semana Cultura de S. Martinho do Bispo. Uma festa para os sentidos, um espaço de encontro e de convívio, este ano com um programa cultural bastante reforçado, que decorre até terça-feira.
Graça Tavares “joga em casa” e traz consigo, através da “By Nature”, os sabonetes, cremes, velas e óleos de massagem, «É tudo natural», afiança esta artesã que há 15 anos se dedica a este trabalho. Primeiro foi um hobie, mas os problemas de saúde e a aposentação precoce, vai fazer três anos em agosto, e as «contas para pagar», levaram-na a olhar mais a sério para o negócio. «Quereremos vender sempre mais, mas não me posso queixar», diz, agora que uma cirurgia lhe permite mais mobilidade. «Isto é a menina dos meus olhos, a seguir aos netos», diz, feliz.
Também presença habitual, nos últimos três anos, desde que a feira passou a realizar-se no novo espaço – onde decorre habitualmente as feiras dos 7 e dos 23 - é o casal Luís e Graça Fonseca. São de Penacova, ele já está aposentado, ela continua a trabalhar como escriturária, e juntos fazem o “Maniartes Artesanato”. Um espaço onde os tecidos dão forma a carteiras, porta-moedas, porta tablets, quadros e sacos dos mais diverso tamanhos.
Estreante no certame é Cláudia Pereira, que representa a Escola Profissional Vasconcellos Lebre (EPVL), da Mealhada, a “piscar o olho” a eventuais alunos de Coimbra. Argumentos há muitos, a começar pela qualidade da escola, pela sua acessibilidade, uma vez que «estamos muito próximo da estação de comboio», e também pela oferta inovadora, no próximo ano letivo com dois cursos novos de Audiovisuais e Design de Interiores e Exteriores. «Já temos alguns alunos de Coimbra», afirma Cláudia. Mas o objetivo é cativar mais.
“Minha Gente” é uma das associações de solidariedade social presente no certame, inaugurado ontem ao final da tarde. Elisabete Pitarma explica a presença pela proximidade com a freguesia e com algumas famílias que a instituição apoia.
É a 21.ª edição das Tasquinhas/Semana Cultural de São Martinho do Bispo, que conta com a participação de 33 artesãos, seis tasquinhas, 20 bares, explorados por associações locais e por particulares. Uma organização com a assinatura da União de Fregueisas de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades que este ano se apresenta reforçada. «Fizemos uma grande aposta no cartaz de animação», conta o autarca local, Jorge Veloso, entre o cumprimento a um e a outro expositor. A atestar isso está a presença de Maninho (hoje) Mickael Carreira (amanhã), (Tiago Silva (domingo) e Rosinha (segunda-feira). Mas houve, também, a preocupação de «dar melhores condições às tasquinhas», adianta, lembrando que esta é uma vertente famosa do evento, que, de resto, os aromas que invadem o recinto atestam. «Queremos primar pela qualidade», reforça Jorge Veloso, que espera uma adesão significativa do público. «No ano passado só numa noite tivemos seis mil pessoas», recorda, embora a chuva tivesse enssombrado a festa.
O certame conta com um programa paralelo, destinado a diferentes públicos, de que se destaca, segunda-feira, o dia dedicado aos seniores, que vai contar com a visita de três centenas de utentes das IPSS da União de Freguesias, convidados de honra para uma tarde de animação, que inclui lanche. No dia 10, data de encerramento, a festa é para as crianças, durante a tarde, onde não faltam os carrosseis e à noite há desfile de marchas populares.
«O investimento é alto e não temos retorno», confessa Jorge Veloso, referindo-se aos 140 mil euros que a União de Freguesias gasta na festa. Todavia, trata-se de «um investimento, importante para as pessoas, para as associações e para a União de Freguesias», diz o autarca, que está a cumprir o seu último mandado e contabiliza 32 anos de dedicação às freguesias, primeiro em Ribeira de Frades e depois União de Freguesias.
O certame tem entrada gratuita, à exceção dos dias de hoje e amanhã, com o bilhete a custar cinco euros.











