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País tem de apostar no “mérito e na competência” dos jovens

Desafio foi lançado ontem por Graciano Paulo, presidente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, na sessão de abertura da Feira de Emprego

«Não podemos continuar a ter um sistema que não premeia o mérito!». Palavras do presidente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC), ontem na sessão de abertura da Feira de Emprego, promovida pelo Gabinete de Inserção Profissional e Alumni da escola. Para Graciano Paulo, a diferença entre os países que querem «ser melhores, mais ricos, mais sustentáveis» e «os outros, como o nosso, um país pobre, com manias de rico», está nessa «valorização e aposta no mérito», «seja no setor público, seja no privado».

«Não pode continuar o velho paradigma de esperar ser velho para progredir na carreira. Não! Quem tem de progredir são os mais competentes, os que têm mérito», defendeu o diretor da escola do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), que responsabiliza o paradigma em vigor pela perda de «quase metade da nossa mão de obra». «Cerca de 30%» dos jovens recém formados emigram», disse, numa reflexão sobre o “estado do país”.

Relativamente à escola, não tem dúvidas de que em Coimbra funciona a «melhor escola do país e do universo». «As ferramentas que aqui adquirem fazem de vocês os profissionais de tecnologias de saúde melhor preparados do mundo. Não há, em Portugal ou no estrangeiro, nestas áreas, uma escola com tanta qualidade como a que encontram aqui», afiançou, desafiando os novos diplomados a “mostrarem-se” ao mundo.

Hoje os jovens são “mais exigentes”, considera Graciano Paulo, e o país deve olhar para eles “de forma diferente”

O presidente de ESTeSC advertiu, todavia, que «a escola não forma profissionais competentes para o resto da vida», antes e sim confere-lhes um conjunto de «ferramentas que os preparam para começar a aprender». A propósito, Graciano Paulo alertou para as grandes mudanças no mercado de trabalho, que exigem uma «atitude diferente, mais pro-ativa». Lembrou os “seus tempos” - foi caloiro há 40 anos, contou -, quando as pessoas se reformavam aos 35 anos de serviço ou com 65 de idade. «Tecnicamente o sistema (Segurança Social) não aguentava», pois era possível «estar mais tempo reformado do que a trabalhar», disse, deixando um alerta aos novos diplomados, às portas do mercado de trabalho, para estarem «preparados» para «alteração de regras a meio do jogo» com que vão ser confrontados. Um alerta, também, para as «escolhas difíceis» que vão ter que fazer. Mas, «façam o que fizerem, o mais importante é serem felizes», considerou, admitindo, muito embora, que «o dinheiro também é importante».

Antes, Mariana Melo, em representação da presidente da Associação de Estudantes da ESTeSC, Mariana Rebelo, elogiou a Feira de Emprego, que definiu como «uma oportunidade» para os estudantes criarem pontes e terem «um primeiro contacto» com o mercado de trabalho e «conhecerem» as possibilidade que existem no mercado, a «nível nacional e internacional».

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Junho 4, 2025 . 07:40

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