
Drone ajudou a localizar sénior desaparecido
O sénior de 80 anos, que tinha desaparecido da Unidade de Cuidados Continuados, em Telhado, Figueira de Lorvão, segunda-feira à noite, foi localizado nas proximidades da instituição, ontem de madrugada, com a ajuda de um drone da UEPS (Unidade de Emergência e Proteção e Socorro) da GNR.
«Depois de 8 horas infernais à procura do meu pai, encontrámo-lo no pinhal deitado nas traseiras dos Continuados», escreve o filho numa publicação das redes sociais.
Como Diário de Coimbra noticiou na edição de ontem, o alerta para o desaparecimento de João Neto Carvalho Ferreira foi dado já depois das 20h30, tendo sido acionados vários meios para o localizar. «Os militares da Guarda encetaram de imediato diligências policiais com vista à sua localização, através da ativação da equipa Unmanned Aircraft System (UAS), vulgarmente designada por drones, da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), e do empenhamento de binómios cinotécnicos do Comando Territorial de Coimbra», revela a GNR em comunicado.
Segundo a mesma fonte, no decurso das buscas, que contaram com o apoio dos Bombeiros Voluntários de Penacova e de populares, o sénior foi localizado «numa zona florestal situada a cerca de 300 metros da casa de repouso onde se encontrava alojado» já depois das 3h00.
Ao Diário de Coimbra, fonte da GNR de Coimbra adiantou que o indivíduo se encontrava «um bocado debilitado», mas, aparentemente, sem problemas de maior, tendo sido transportado para os Hospitais da Universidade de Coimbra.
João Ferreira foi encontrado durante a madrugada
A Guarda Nacional Republicana dá conta do «sucesso desta missão», destacando «o emprego de diversos meios e valências, nomeadamente o empenhamento da equipa Unmanned Aircraft System».
No comunicado à imprensa, a GNR alerta para a importância de prevenir este tipo de ocorrências e deixa alguns conselhos às famílias: «familiares devem estar cientes» se os seniores «estão nas suas plenas capacidades físicas e psíquicas, para poderem sair de casa sozinhos, sem correrem o risco de se perderem», «devem procurar conhecer» as suas rotinas e «ter informação sobre o local para onde pretendem ir quando saem de casa».
Sempre que possível, acrescenta a GNR, os seniores devem fazer-se acompanhar de um telemóvel (para que, em caso de necessidade, possam contactar ou serem contactados pelos seus familiares e, em caso de desaparecimento, serem mais facilmente localizados através de localização celular) e ter em sua posse os contactos dos familiares.










