
Um mar de gente no cortejo de todas as emoções para estudantes e famílias
Entre a irreverência e a descoberta dos caloiros que vivem a primeira Queima das Fitas e a nostalgia e felicidade dos finalistas que já se começam a despedir da vida académica (e muitos de Coimbra), o cortejo levou milhares de estudantes à rua naquele que é o momento mais simbólico da maior festa académica do país.
As famílias, claro está, não podiam faltar, mesmo aquelas de locais mais distantes, como a da Carlota, natural do Pico, nos Açores. Finalista de Medicina Dentária, Carlota revelou ao Diário de Coimbra como o dia de ontem foi «especial».
Por cá, viveu momentos que leva para a vida, com a certeza de que Coimbra estará sempre no seu coração. «Vai ser sempre onde vou voltar», confessa, sob o olhar repleto de amor dos pais e do irmão, que assistem pelo segundo ano consecutivo ao cortejo da Queima das Fitas. «Viemos com todo o orgulho comemorar com ela», adianta a mãe.

De bengaladas na cartola, abraços, beijos e flores - para além dos banhos de cerveja - se vão fazendo os votos de felicidades aos finalistas, mas, para quem vai no carro, a emoção não é menor. Que o diga Inês Figueiredo, em pleno carro n.º4 - “Pateticamente Governados” - do curso de Línguas Modernas da Faculdade de Letras.
«É, para nós um sonho tornado realidade. Foram três anos de muito trabalho, entre muito esforço e muita dedicação. Para nós, é uma alegria», adianta, enquanto apresenta ao Diário de Coimbra... o pato Gregório.
Natural de Alvaiázare, Inês Figueiredo, inicialmente, não tinha Coimbra como primeira opção, mas, hoje em dia, «vibra imenso» com a tradição coimbrã, conta a irmã Antónia Figueiredo, que teve oportunidade de sentir, como estudante de Direito, as emoções que os milhares de estudantes foram vivendo ao longo do cortejo. «É muito orgulho vê-la a viver este momento», conta.
Família que não passa despercebida na vinda a Coimbra é a do agora finalista de Gestão, Miguel Alves, com direito a camisola personalizada e bombos para animar ainda mais a festa, não deixando ninguém indiferente à sua passagem.
Os avós são sempre presenças quase obrigatórias, nem que, para tal, tenham de madrugar. Foi o caso de Lurdes, de Barcelos, que, fez questão de vir ver a neta (4.º ano de Direito) no cortejo, pela primeira vez. Como mulher prevenida vale por duas, não se esqueceu do banquinho para aguardar pelo momento em que a sua menina passaria.
Também os avós Teresa e Luís Artur, de Santa Comba Dão, não faltaram. Para eles, Coimbra já é uma tradição familiar e até o local onde assistem ao cortejo é sempre o mesmo. Desta vez, é pela neta, aluna da Faculdade de Letras, que vieram e, em 2026, Coimbra cá os espera.
Vestidos com o fato do hospital, a que juntam as cartolas e as bengalas de finalistas, várias dezenas de estudantes da Nova Medical School vieram de Lisboa para se associar à festa e não podiam estar mais felizes. «Lisboa não é o mesmo que Coimbra».

«Está a ser incrível». A expressão da Maria, caloira de Relações Internacionais, resume a felicidade que está a viver na sua primeira Queima das Fitas enquanto estudante de ensino superior. «Coimbra foi a escolha certa, sem dúvida», adianta.
Quem também não falta são os antigos estudantes a abrir o cortejo. Cristina Jorge, de Mira, por exemplo, desde 1991 (último ano de curso), nunca faltou e espera abanar as suas fitas muito mais vezes.










