
SOS Estudante e Palco RUC são os “novos” espaços seguros do “recinto”
A festa dos estudantes continua ao rubro e não seria a mesma sem que se explorasse tudo aquilo que é “ser estudante”. As dúvidas, as vivências, as felicidades, os desgostos, os exames, tudo isto são temas que atravessam a mente dos alunos do Ensino Superior, e não só. Algumas entidades dentro do recinto acabam por se tornar o “ponto seguro” de todos os que querem um momento livre dos problemas e uma voz amiga.
O trabalho da Linha S.O.S. Estudante já não é novo, e isso é um «grande alívio» pois significa que a sua mensagem tem sido transmitida pelos meios certos, e chegado a quem precisa. Rita Neves é a presidente da linha de apoio, que dignifica o seu trabalho não apenas para os estudantes, mas para todos os que necessitam de alguma ajuda num momento difícil. «Sentimos que este trabalho de divulgação é muito benéfico», indica a presidente, referindo-se aos momentos mais “ligeiros” possíveis dentro da festa dos estudantes.
Desde setembro de 2024, ou seja, durante o presente ano letivo, a entidade já recebeu perto de 1.400 chamadas para apoio, um número «consideravelmente mais elevado» em relação aos mesmo período do ano letivo anterior. «Temos aqui um grande indicador [do sucesso da linha] porque ou as pessoas se sentem mais há vontade para nos ligar, ou estamos a fazer um bom trabalho na nossa divulgação». Para Rita, este aumento também pode ser alinhado por motivos menos positivos: «as pessoas podem estar em mais sofrimento e ansiedade e precisam mesmo de alguém».
Apesar do trabalho da Linha S.O.S. Estudante ser muito importante em todas as suas vertentes e frentes, Rita Neves reforça que é «apenas um meio de apoio primário» e deixa a recomendação para que «todos procurem algum tipo de ajuda psicológica», pois os momentos difíceis podem «chegar a qualquer momento».
Para quem quiser conhecer melhor o seu trabalho pode visitar o seu “contentor” no “coração” da Praça da Canção, onde habitualmente se encontra a escultura do “Piano”. Nesse local é possível encontrar vários jogos e, inclusive, saber quais as condições para se juntar à equipa.
Música e segurança
De uma forma diferente, mas igualmente importante, podemos encontrar perto do “final” do recinto o Palco RUC. Dedicado a música considerada “alternativa” e organizado pela curadoria dos residentes da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), este é também o Palco Secundário da Queima das Fitas, mas apenas a partir de amanhã.
É nos bastidores que encontramos Diogo “Rivers”, um dos locutores da RUC que também faz parte da organização deste palco. Com uma energia positiva e satisfeito com o resultado das últimas passagens da rádio académica pela festa dos estudantes, Diogo revela um pouco do processo por trás desta mostra. «Tentamos estar sempre na “berra” e acompanhar aquilo que o mundo da música tem para oferecer», explica o radialista.
Com uma forma de pensar muito inclusiva, os valores dos integrantes da rádio universitária alinham-se com a integração de todos na comunidade, mesmo que o seu espaço seja “reduzido”. «Gostamos de saber que as pessoas têm esse conforto em vir aqui e serem elas próprias. Às vezes aparecem aqui pessoas ou grupos e acabam por interagir porque se reconhecem de outros eventos ou momentos, isso é muito bom», admite o organizador.










