
Funcionária agredida por aluno na escola de Arazede
Uma auxiliar de educação na Escola EB2/3 de Arazede, no concelho de Montemor-o-Velho foi na manhã de hoje agredida por um aluno e teve de ser transportada à unidade hospitalar com diversos ferimentos. O aluno em causa será reincidente.
Contactado pelo Diário de Coimbra, o diretor do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho confirmou a agressão por parte do aluno, garantindo que a escola tem feito tudo que é possível para controlar a situação que, admitiu, tem sido recorrente.
A vítima, confirmou José Charro, foi a auxiliar que diariamente acompanha o aluno em causa, um jovem de 13 anos, com diversos problemas do foro psiquiátrico. A auxiliar foi transportada «consciente», mas com algumas contusões na cabeça, braços e pernas, ao Hospital Distrital da Figueira da Foz.
No local esteve a GNR, que confirmou a ocorrência, bem como o INEM.
Escola afirma que tem feito de tudo para controlar a situação do jovem que será reincidente
O aluno em causa, segundo o diretor, é reincidente, tratando-se de um jovem, de 13 anos, com diversos problemas do foro psiquiátrico. «A situação não é nova», admite José Charro, frisando que o problema tem vindo a ser articulado com a CPCJ, GNR, Centro de Saúde e Hospital Pediátrico.
Segundo o diretor, há um processo no Ministério Público «que já deveria ter tomado a decisão de institucionalizar a criança». «A resposta que damos na escola não é compatível com a condição que esta criança tem», garante o diretor, frisando que a escola faz o que é possível, nomeadamente ter uma funcionária -a vítima - a acompanhar praticamente em exclusivo o aluno.
«É uma situação muito difícil», lamenta José Charro, enfatizando que os recursos da escola «não são especializados» para responder às necessidades desta criança que, com frequência, manifesta «comportamento agressivo». «É preciso agir. A CPCJ já fez todo o processo mas o Ministério Público não toma decisão e não percebe a gravidade da situação», acusa, frisando que a situação «não é boa para a criança e, por outro lado, coloca em perigo a sua própria vida e a vida dos outros».
O aluno já tinha estado institucionalizado dois anos, regressando este ano letivo à escola. No seguimento da agressão, foi transportado para o Hospital Pediátrico de Coimbra, para a unidade de pedopsiquiatria.










