
Cândida Malça: "Quero ver o que vou encontrar para tomar as decisões mais acertadas e mais prudentes"
Cândida Malça foi ontem eleita presidente do Politécnico de Coimbra, com 22 votos dos 35 possíveis, alcançando uma vitória expressiva com o apoio de 62,85% do Conselho Geral.
Ao cargo ocupado por Jorge Conde concorriam também Ana Ferreira, atual vice-presidente do Politécnico de Coimbra, e Mário Velindro, presidente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), que obtiveram, respetivamente, quatro (11,42%) e oito votos (22,85%).
Professora coordenadora do ISEC, Cândida Malça foi vice-presidente do Politécnico no primeiro mandato (2017/2021) de Jorge Conde, não fazendo parte da equipa no segundo. «Fiquei responsável pelos pelouros da implementação do sistema interno de garantia da qualidade institucional, também pelo pelouro dos Académicos e pelas candidaturas e execuções do CTeSP (cursos técnicos superiores profissionais», recorda, em declarações ao Diário de Coimbra.
«Quero agradecer o voto de confiança dos membros do Conselho Geral», adianta, ao acrescentar que, agora, importa «refletir sobre o resultado e depois, com muita prudência», definir a estratégia.
«Como tive oportunidade de esclarecer aos membros do Conselho Geral em sede de audição pública, eu, antes de estabelecer o que quer que seja, do ponto de vista de prioridades, preciso de saber o que vou encontrar», explica Cândida Malça, esclarecendo que, as suas bases «claramente evidenciam as linhas estratégicas».
Ao Diário de Coimbra, a nova presidente do Politécnico de Coimbra salienta que está «fora dos orgãos de gestão do IPC há mais de quatro anos», pelo que precisa «primeiro de perceber qual é o estado da nação».
«Quero ver o que vou encontrar para tomar as decisões mais acertadas e mais prudentes», reforça Cândida Malça.
Como escreve num artigo ontem publicado no nosso jornal, a professora do ISEC destacou que, perante o encerramento de um ciclo, «é essencial renovar a esperança numa instituição mais criativa, dinâmica e audaz na forma como se reinventa e se projeta no futuro».
«Acredito que todos, complementando-se, podem contribuir para garantir a excelência da instituição ao serviço da sociedade, oferecendo educação e ensino de nível superior, assim como uma investigação de qualidade, impulsionando a afirmação da instituição a nível nacional e internacional», defende, mantendo o propósito de dar continuidade à transformação do IPC em universidade politécnica.
Tomada de posse deverá acontecer em meados de julho
Cândida Malça não divulgou a equipa que a vai acompanhar no mandato de 2025/2029, prevendo que a tomada de posse seja marcada para meados de julho.
Natural da Guarda, onde nasceu a 27 de dezembro de 1973, a nova presidente do IPC licenciou-se em Engenharia Mecânica na Universidade de Coimbra. Tirou também o grau de mestre na FCTUC











