
Unidos do Mato Grosso celebra hoje 23 anos
Fundada a 25 de abril de 2002, adotando o vermelho e branco para as cores da sua bandeira, a escola de samba Unidos do Mato Grosso (UMG) assinala hoje o seu 23.º aniversário. O dia da liberdade será, assim, uma oportunidade para os cerca de 200 sócios e população em geral se juntarem, «num dia de muita felicidade e muito companheirismo», para celebrar a efeméride de uma forma diferente do habitual. «Normalmente convidamos escolas de samba para participarem no nosso aniversário, mas este ano decidimos fugir da caixa», afirma José Alberto, presidente da escola de samba.
O programa começa às 15h00, com a realização de um rally paper. Às 20h30, há um jantar de convívio, seguindo-se uma noite de entretenimento com karaoke. As comemorações terão lugar na sede social da escola de samba, que se encontra instalada no nº 9 da rua Major Humberto da Cruz, na Morraceira. A organização apela à participação do maior número possível de pessoas, pois será uma forma de ajudar a contribuir, financeiramente, para a história da UMG.
Escola de samba leva longe o nome da Figueira, mas precisa de ajuda para as suas atividades
«As nossas dificuldades são as mesmas que têm as outras escolas de samba. O facto de não termos uma sede própria, como têm outros grupos culturais no concelho, faz com que tenhamos mais encargos por causa das rendas. É muita despesa, que nos obriga a fazer muita ginástica ao longo do ano», explica José Alberto. «Dinamizamos muitas iniciativas, temos saídas pagas para atuar fora e é assim que sobrevivemos», acrescenta, dando conta que a atividade da escola de samba vai além dos desfiles de Carnaval na cidade.
«Tal como o Rancho das Cantarinhas, são as escolas de samba que levam o nome da Figueira a todo o país», sublinha. E sobre a preparação de roupas e carro alegórico para o corso carnavalesco indica haver necessidade de mais ajuda financeira. «Nós temos apoio da Câmara Municipal para fazermos o Carnaval. Mas ao preço que as coisas estão e para apresentarmos algo bonito acabamos sempre por gastar mais», esclarece o dirigente. Recorde-se que a UMG sambou na avenida do Brasil sob o mote “Occultus - Para lá do visível”, com cerca de 120 participantes, onde quis dar um “refresh” ao desfile da Figueira da Foz.
Ligado à direção da escola de samba há vários anos e na presidência há quatro, José Alberto faz um «balanço positivo», apesar das dificuldades. «Nem sempre é fácil, mas estou cá porque gosto», remata.











