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Intervenção nas águas pluviais quer “melhorar a qualidade de vida”

Redes subterrâneas em Eiras e São Paulo de Frades vão ser atualizadas de modo a diminuir problemas de acumulação de água na superfície. As redes viárias afetadas serão repavimentadas para melhor escoar as águas

A “Rede de Drenagem de Águas Pluviais na Rua António Correia de Oliveira e Estrada de Lobo de Deus” vai avançar, já no dia 28 de abril, segunda-feira. Nesse dia, vão ser abertas as primeiras “valas” para que se possa iniciar a requalificação e substituição de 98 “órgãos” relativos à separação de águas pluviais e águas residuais.

Este será um trabalho ao encargo da empresa Diagonalfusion, que já trabalhou anteriormente em conjunto com a Câmara Municipal de Coimbra (CMC), em diferentes géneros de obras. Paulo Cravo, que representou a firma durante a apresentação do projeto, sublinha que é «um prazer realizar este trabalho» que se espera ficar concluído o quanto antes, inclusive «existe a possibilidade de antecipar a sua conclusão».

Aos olhos de Luís Miguel Lopes Correia, presidente da União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, o problema de inundações tem já quase duas décadas. «Não podemos deixar que esta situação se mantenha», reflete o autarca que, em ano de várias eleições, sublinha que «a política não pode parar as necessidades dos seus habitantes. Em ano de eleições ou não as pessoas continuam a ter problemas que necessitam solução». A intervenção terá um custo de cerca de 840 mil euros, todos investidos na requalificação de mais de 1,5 quilómetros de terreno.

Do lado da Águas de Coimbra, Alfeu de Sá Marques, presidente do Conselho de Administração da entidade, vê a realização desta tarefa com grande satisfação. «Esta intervenção é uma responsabilidade da CMC e não das Águas de Coimbra», refere, continuando, «mas vemos com grande felicidade a elaboração deste projeto». Em tom de brincadeira, Alfeu sublinha que a obra tem «tudo» para ser adiantada, especialmente pela «vista cativante» da Estrada Lobo de Deus.

Câmara Municipal de Coimbra focada no futuro

José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, continua atento às necessidades da população conimbricense, nas várias zonas da cidade. Este foco, porém, está posicionado na continuidade de projetos, mais do que no “presente”. «É preciso garantir um futuro de qualidade para as pessoas. Para isso, por vezes, é preciso incomodar agora para se ter soluções estruturadas e com qualidade».

Para além da reestruturação das redes pluviais, as estradas afetadas pela intervenção serão, posteriormente, repavimentadas de forma a garantir a durabilidade dos “órgãos” subterrâneos. Será, assim, mais uma aposta para o futuro que, segundo o presidente, ajudará a «cortar despesas» a todos os habitantes da cidade.

Números:

  • 900 mil euros é o valor investido pela União de Freguesias de Eiras e S. Paulo de Frades para melhorar infraestruturas;
  • 840 mil euros é o valor da obra de requalificação da Rua António Correia de Oliveira e Estrada Lobo de Deus;
  • 390 são os dias esperados para a conclusão da obra.
Assinatura Empreitada 4
Obras defendem o “bolso” dos habitantes, segundo o presidente

“População tem de ser beneficiada” pelas obras

O caudal redirecionado de águas pluviais e de águas residuais, em Coimbra, segue a marcar números mais positivos, graças a várias intervenções nas redes aquíferas da cidade.

Segundo indicações apresentadas pelo presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), José Manuel Silva, e o presidente do Conselho da Águas de Coimbra, Alfeu de Sá Marques, existe uma melhor recuperação da água que escoa diretamente para o rio - de forma correta e segura - neste momento, superando dados e valores de anos anteriores.

«A requalificação de algumas infraestruturas na cidade tem ajudado a que fossem controladas, de melhor forma, as drenagens pluviais», refere Alfeu de Sá Marques.

Na ótica do presidente José Manuel Silva, esta nova realidade tem uma influência direta na vida da população de Coimbra, porque uma melhor drenagem da água traduz-se numa menor «conta ao final do mês». «Com uma separação de qualidade da água pluvial e residual, podemos controlar os gastos e reforçar medidas corretas de financiamento, o que se traduz numa menor despesa pra os habitantes», sublinhou o autarca.

A continua resolução de «problemas com décadas de existência» é, segundo o presidente da CMC, uma «obrigação camarária» que tem de continuar a acontecer, independentemente de quem se encontrar a presidir. «Temos de trabalhar para melhorar a urbe e garantir qualidade de vida para a cidade», finaliza.

Abril 23, 2025 . 07:30

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