
Avança concurso internacional para Hospital S. João
O parecer favorável dado pela tutela à obra da reabilitação do antigo Hospital de S. João, na Lousã, tinha sido dado por alturas da comemoração dos 37 anos da Fundação ADFP de Miranda do Corvo. Agora foi dado mais um passo importante, com a aprovação do financiamento pelo Governo que vai permitir transformar o velho hospital que era da Santa Casa da Misericórdia da Lousã, numa moderna unidade com cuidados continuados e estrutura residencial para idosos, a cargo da Fundação ADFP, que tinha adquirido o imóvel com esse objetivo que tardava a ter luz verde do Governo.
Com a aprovação do financiamento, a Fundação ADFP anunciou ontem o lançamento do concurso público internacional para uma obra que tem um custo estimado de 5,9 milhões de euros, com financiamento pelo PRR e a cargo da instituição.
Depois de concluída, a obra vai permitir criar um total de 100 camas no Hospital de S. João, das quais 43 destinadas a Unidade de Cuidados de Convalescença e 57 para residência para pessoas idosas.
Crítico, Jaime Ramos, presidente da ADFP, utiliza a palavra «finalmente» para descrever o passo dado ontem e endurece o discurso conta o Governo, então liderado por António Costa, que chumbou a candidatura com o argumento de que a Lousã não precisava de Cuidados Continuados. «A Lousã é o único concelho, juntamente com Góis, de toda a Comunidade Intermunicipal, que não tem nenhuma resposta de Cuidados Continuados», contrapõe Jaime Ramos, frisando que a ter sido aprovada esta primeira candidatura da ADFP, a unidade estaria agora já em fase de conclusão e não no arranque.
Jaime Ramos destaca a importância de uma Unidade de Cuidados Continuados de Convalescença, frisando a necessidade de uma estrutura no concelho para dar resposta às pessoas que não têm condições para permanecer no domicílio após tratamento e internamento hospitalar, necessitando, sim, de uma «resposta menos especializada» que a ADFP será capaz de fornecer.
A obra prevista vai permitir recuperar na totalidade o edifício e ainda fazer uma «pequena ampliação», para instalação de uma piscina interior aquecida, fundamental, no entender de Jaime Ramos, para a uma reabilitação mais completa dos doentes. «São pessoas com situação de doença aguda ou traumatismos, que precisam de uma reabilitação funcional motora», frisa Jaime Ramos.












