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Textos do Papa Urbano VIII inspiram obra de homenagem à Rainha Santa

Estreia da composição “Divina Flore Perfusa, Cantica Sanctae Reginae” marcada para dia 24, na Igreja da Rainha Santa Isabel, evoca o esplendor da época, já que integra um instrumento renascentista e a gaita de foles coimbrã

É a Igreja da Rainha Santa Isabel, em Santa Clara, que recebe a 24 de maio, em estreia absoluta, a composição “Divina Flore Perfusa, Cantica Sanctae Reginae”, da autoria do maestro e compositor Paulo Bernardino para o concerto comemorativo dos 400 anos da Canonização da Rainha Santa Isabel.

O concerto, que está marcada para as 21h00, proporcionará a todos os participantes e ao público «o privilégio de testemunhar um momento único na história da música e da devoção», tal como referiu Paulo Bernardino, que acredita que o concerto representa «um mar­co memorável, que une a arte musical à celebração da memória histórica e espiritual de uma das figuras mais queridas da tradição coimbrã». .

O tema resulta de um trabalho de investigação de Paulo Bernardino que quis compor uma obra inédita.

Por isso, partiu de textos do Papa Urbano VIII, o papa que em 25 de maio de 1625 decretou a canonização da Rainha Santa Isabel, em cerimónia solene ocorrida em Roma, e para a qual escreveu alguns poemas, nomeadamente a liturgia das Horas e um hino em louvor à Rainha Santa Isabel.

Maestro
Paulo Bernardino é o maestro e autor da obra

Ao longo deste ano, Paulo Bernardino dedicou parte do seu tempo a musicar os excertos selecionados que deram lugar à “Divina Flore Perfusa, Cantica Sanctae Reginae”, «composição escrita para orquestra e dois coros, mas que também integra as Gaitas de Fole Coimbrã e a corneta, um instrumento renascentista, evocando o esplendor sonoro da época e reforçando a ponte entre tradição e inovação que marca o meu percurso artístico», refere Paulo Bernardino.

O maestro confessa ainda que toda a sua obra «procura refletir uma profunda ligação entre a música sacra e a tradição musical portuguesa. «Procuro sempre um equilíbrio entre erudição e raiz popular, incorporando instrumentos tradicionais portugueses na orquestração, como é o caso desta composição para comemorar os 400 anos da canonização da Rainha Santa Isabel.»

Será um concerto de cerca de hora e meia que vai reunir na Igreja a Orquestra Clássica do Centro, que vai ser dirigida pelos maestros Paulo Bernardino e João Santos. O concer­to conta ainda com a participação de outros grupos, nomeadamente o Gaitas Rainha Santa, Coimbra Vocal, Grupo Coral de Urrô (Arouca), Coro Stella Maris (Anadia) e Antigas Cantoras do Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra.

Uma particularidade deste concerto reside na presença do solistas Tiago Simas Freire (Cor­neta Renascentista) e de Susana Bento (Mezzo-sopra­no), sendo que o posicionamento dos grupos corais, em redor da nave da Igreja permite ao público viver «uma experiência musical imersiva».

No próximo dia 26 de abril, às 21h30, realiza-se o 11.º con­certo do ciclo coral e instrumental, com o Choral Polyphónico de Coimbra e a Orquestra dos Antigos Tunos da UC.

Abril 21, 2025 . 06:45

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