
Encapuzado armado levou 400 euros a dona de café da Pocariça
Margarida Rocha não ganhou para o susto, quando sexta-feira passada, cerca das 20h10, foi surpreendida por um homem encapuzado, que saiu de uma viatura, e apontando-lhe uma arma (pequena pistola), lhe tirou a bolsa que trazia a tiracolo com cerca de 400 euros em dinheiro, o telemóvel, documentos e cartões.
Tudo aconteceu quando a comerciante fechava a porta do Café Mini Mercado da Praça, no Largo António Lima Fragoso, na Pocariça. «Ele só disse: “Dá-me isto”», contou ao Diário de Coimbra Margarida Rocha, ainda assustada com o assaltado e referindo que o indivíduo lhe pareceu de nacionalidade portuguesa.
Como adiantou ao Diário de Coimbra, no momento do assalto, o marido já a aguardava no interior da viatura em frente ao estabelecimento comercial, não se tendo apercebido da chegada do veículo, de cor preta, de onde saiu o homem encapuzado.
Ao ver o carro parar, junto ao café, Margarida Rocha ainda fez um compasso de espera, uma vez que julgava que pudesse ser algum cliente “de última hora”. Foi, então, surpreendida pelo homem, que começou a puxar-lhe a bolsa que trazia a tiracolo.
Instintivamente, a comerciante resistiu. «Nunca larguei o saco», contou, ao adiantar que o homem foi puxando, até que a alça partiu, quando já estavam junto à viatura, onde permaneceu o segundo indivíduo ao volante, arrancando, de seguida a alta velocidade.
Foi só nessa altura, que o marido de Margarida se apercebeu do que estava a acontecer, mas nem um, nem outro conseguiram identificar a marca e matrícula do veículo em fuga.
«Eles esperaram que eu fechasse a porta [do café]» para não haver registo das câmaras de vigilância, que existem no interior do estabelecimento comercial, explicou a comerciante.
O Café Mini Mercado da Praça está instalado nas atuais instalações há cerca de cinco anos, mas, até essa altura, funcionava a alguns metros, havendo registo de alguns furtos durante a noite e nunca nos moldes em que aconteceu na passada sexta-feira.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) tomou conta da ocorrência, no entanto, a investigação passou para a alçada da Polícia Judiciária (PJ).











