
“Plano de Ação e de Salvaguarda das Catedrais” em debate em Coimbra
O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se celebrou ontem sob o mote “Património Resiliente face a Catástrofes e Conflitos”, assinala-se em Coimbra a 6 de maio, na Universidade de Coimbra, com uma jornada sob o mote Património resiliente face a catástrofes e conflitos, organizada pelo Património Cultural, I.P. e pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS Portugal).
Nesta sessão, procura-se a conhecer "O Plano de Ação e de Salvaguarda das Catedrais. O exemplo francês", por Dominique Jager (Conselheiro da Delegação de Inspeção, Investigação e Inovação de Segurança do Ministério da Cultura de França) e "Preservação de Património em Zonas de Conflito Armado: o exemplo ucraniano", por Pedro Cantor, 1492 (Heritage Engineering, consultor da UNESCO). A jornada contará ainda com a apresentação pelo ICOMOS Portugal do "projeto Blueshield" e uma mesa-redonda com os principais interlocutores nacionais.
Para hoje, apesar do mau tempo, é possível viajar no tempo e descobrir alguns dos tesouros de Coimbra, visitando de forma gratuita o Carmelo de Santa Teresa, o Aqueduto de São Sebastião, a Igreja de Santa Cruz, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha ou o Pátio da Inquisição.
Refira-se ainda a propósito que o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha assinalou o Dia com uma palestra intitulada “𝑨𝒓𝒒𝒖𝒊𝒕𝒆𝒕𝒖𝒓𝒂 𝒆 𝑹𝒆𝒔𝒊𝒍𝒊ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒏𝒂 𝑩𝒂𝒕𝒂𝒍𝒉𝒂 𝑪𝒐𝒏𝒕𝒓𝒂 𝒂𝒔 águas», que teve lugar a 13 e 14 de abril, seguindo-se uma visita ao Mosteiro.
Pelo país são centenas de atividades que assinalam o Dia, que também fica marcado pelo lançamento do vídeo institucional do Património Cultural, Instituto Público, organismo que tutela o Património Cultural.
A escolha do tema das catástrofes e a resiliência do património propõe «uma reflexão sobre o património em tempos de crise, que passa também por compreender o passado e identificar formas de ação futura, ao nível da prevenção, intervenção de emergência e reparação».
Entre as várias atividades anunciadas, o Património Cultural destaca a mesa-redonda digital “Quando a ameaça é real. O património entre conflitos e desastres”, com a participação de especialistas de Portugal, Croácia e Egito, na quinta-feira, na Área Arqueológica do Freixo, Tongóbriga, no concelho de Marco de Canaveses, no distrito do Porto, e a exposição “Impacto da ausência de liberdade religiosa numa comunidade”, patente no Mosteiro de Arouca, no distrito de Aveiro.
Na Covilhã, no âmbito da Trienal de Design, no próximo sábado é proposta uma oficina, no Pavilhão Anil, sobre reutilização de destroços recolhidos dos incêndios dos últimos anos no concelho. Em Loures, são propostas, no próximo dia 22, à tarde, visitas guiadas ao sítio arqueológico de Frielas, que esteve em atividade entre os séculos IV e VIII.
Também neste concelho dos arredores de Lisboa, e no mesmo dia, realizam-se visitas guiadas à Quinta e Palácio de Valflores, na Póvoa de Santa Iria. O Palácio foi construído no século XVI, sendo considerado um exemplo da arquitetura residencial renascentista em Portugal. Em 2015, este palácio fez parte da lista divulgada pela Europa Nostra, principal organização europeia do património, como sendo um dos 14 monumentos mais ameaçados da Europa.
Outra atividade prevista é uma visita guiada à aldeia histórica de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, que faz parte do Parque Natural do Douro Internacional, e onde se encontram várias referências medievais.
O ICOMOS, que celebra 60 anos, «assinalando a sua ação em prol da salvaguarda do património sob ameaça, apela nesta edição a uma reflexão sobre a proteção dos bens culturais em contexto de crise e perante situações extremas (de causa natural ou humana), assim como a identificação de objetivos futuros em matéria de prevenção, atenuação, preparação, resposta a emergências e recuperação».











