
Bastonário alerta que urge fixar engenheiros formados no país
O bastonário da Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET) defende que é prioritário «criar condições para a fixação» dos engenheiros que se formam em Portugal.«Este tema urge porque é um motivo de depreciação de talento e do investimento em formação com consequências nefastas para o desenvolvimento da economia», adiantou José Manuel Sousa, na tomada de posse dos novos orgãos regionais do Centro da OET, liderados por Paulo Moradias (presidente da direção).
Na sessão, o bastonário referiu ainda que têm de ser encontradas «as melhores soluções para combater a atual crise de vocação para a engenharia» e, para tal, referiu, importa envolver as escolas.
Para José Manuel Sousa, importa que o Estado exija aos trabalhadores a seu cargo, que no exercício das suas funções, praticam atos próprios da engenharia, tenham de estar obrigatoriamente inscritos como membros efetivos de uma associação pública profissional, nomeadamente a OET».
«Igualmente, lamento a falta do reconhecimento das qualificações profissionais dos formados com o 1.º ciclo de pré-Bolonha (o bacharelato)», sublinhou, considerando que se trata de «uma situação de uma enorme injustiça».
A iniciar o mandato, José Manuel Sousa adiantou que, «no ano de 2025, os engenheiros técnicos constituem um arquétipo de luta, resistência e perseverança». «Fomos sempre uma classe que precisou de mostrar mais e mais. Nunca nada nos foi dado de mão beijada e sabemos que esse instinto e essa necessidade permanece e nos tem tornado bem mais fortes», sublinhou, ao deixar uma garantia: «não nos pusemos nunca em bicos dos pés para termos notoriedade».
Certo de que lidera a ordem representativa de «uma profissão pujante com enorme potencial de crescimento», o bastonário destacou a «reafirmação do prestígio e integridade» da classe.
Ao iniciar o mandato de 2025/2028, Paulo Moradias destacou que o projeto que agora inicia «é ambicioso»
«Esta é a primeira [equipa] na região Centro verdadeiramente representativa do território com colegas de todos os distritos e com profundo conhecimento», adiantou o presidente da secção regional.
«A gestão do território tem a particular responsabilidade dos municípios, pelo que consideramos de particular importância o trabalho que pretendemos desenvolver com os mesmos», continuou, salientando a intenção de estabelecer parcerias com a academia.
Ao intervir na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, garantiu que o município tem «toda a disponibilidade em colaborar com as ordens profissionais».
Do Conselho Diretivo da Secção Regional do Centro da OET, para além de Paulo Moradias, fazem parte Elisabete Simões (vice-presidente), Filomena Pequicho (secretária), Raquel Almeida (tesoureira) e Nuno Melo (vogal).
A Assembleia Geral é presidida por Arminda Oliveira Martins e tem como secretários António França e Marina Morais. João Pereira presidente ao Conselho Fiscal e conta com Daniela Frederico e António Mesquita como vogais. Tomaram ainda posse os elementos da Assembleia de Representantes.










