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“A nossa ambição é alastrar a prática do polo aquático”

Paulo Tejo O conimbricense é o novo Diretor Técnico de polo aquático da Federação Portuguesa de Natação. O início de trabalho foi “avassalador” com o claro desejo de potenciar Portugal além-fronteiras e levar as seleções nacionais a presenças regulares em grandes competições

Diário de Coimbra O que é que o levou a aceitar este desafio de ser Diretor Técnico nacional de polo aquático da Federação Portuguesa de Natação?
Paulo Tejo Felizmente, atualmente, é um cargo de muito trabalho e é isso que nos enche de prazer. O Miguel Arrobas, candidato à presidência da Federação, ligou-me e perguntou da minha disponibilidade e eu disse-lhe que estaria disponível se fosse para alterar substancialmente o processo e o modo de funcionamento do polo aquático em Portugal. Disse-lhe que faria um documento no qual identificaria a minha visão relativamente ao estado da modalidade. Algumas das minhas propostas também para obviar que ele continuasse no mesmo estado. Naturalmen­te, que não foi um documento muito profundo porque foi feito em pouco tempo mas tinha o que era o mais evidente relativamente às nossas limitações. A resposta foi: “Paulo é mesmo isto que eu quero, vamos avançar e portanto se estiveres dispo­nível eu conto contigo”. Foi essencialmente isso, foi por entender que nós não estamos no estado em que a nossa comunidade ambiciona e que há caminho a fazer e que está ao nosso alcance, pelo menos, almejar mais e realizar mais do que temos realizado.

Numa ideia geral, o que querem implementar?
Nós queremos implementar um processo que envolva fortemente as associações na formação de base dos atletas. Queremos apoiar os clubes o mais possível para termos atletas do nível que pretendemos. Também pretendemos que, após esse trabalho, o passo seguinte seja o envolvimento da Federa­ção já com uma equipa nacional sub-14 exatamente no torneio onde participámos este fim de semana com a equipa masculina, infelizmente não temos meninas suficientes para participar com uma equipa feminina em termos nacionais, o que é muito preocupante. Depois, basicamente, tentar que consigamos participar em todas as competições internacionais e isso depende de nós termos qualidade na formação que justifique esse investimento. Queremos todas as seleções nas competições, pelo menos europeias, que existam para o escalão. Isso é o imediato.

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Abril 10, 2025 . 09:30

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