
Jovens afirmam-se como a “solução para a pobreza”
O Fórum Cidadania de Coimbra assinou um protocolo de colaboração com a Associação Académica de Coimbra (AAC), em representação da Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal (EAPN). O momento marca o início de uma parceria única - até ao momento - com uma associação académica -, porém a entidade já colaborava com a Universidade de Coimbra e Instituto Politécnico de Coimbra, sendo esta apenas uma nova extensão na cidade.
O objetivo principal desta parceria é, como ressalva Carlos Magalhães, presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), criar um plano estratégico que promova medidas de luta contra a pobreza. «Não queremos restringir-nos à comunidade académica e estudantil com estes trabalhos. Queremos envolver toda a sociedade civil nesta luta», menciona o presidente.
A posição da DG/AAC quanto à ajuda aos mais necessitados já é clara há cerca de três anos, como Carlos relembra, sendo uma prática regular a ajuda à entidade Acreditar na distribuição de refeições aos que precisam. «Esta é “apenas” mais uma iniciativa que vai de acordo com os nossos ideias de ajudar o próximo», defende.
Jardim Agostinho e a DG/AAC querem educar e corrigir os problemas relativos à pobreza
Os trabalhos da academia coimbrã sempre se pautaram pelas lutas e causas sociais, sendo que, agora, têm em mãos o objetivo de alertar e formar sobre as diversas problemáticas ligadas à pobreza, em todos os seus aspetos. «Numa primeira parte vamos começar pela consciencialização do Ensino Superior, mas pretendemos manter um olhar atento ao resto de Coimbra e do país», explica o presidente, que indica também sobre o objetivo de melhorar «a igualdade de género, étnica, de género e todas as áreas em que encontremos problemas relacionados com a igualdade».
Do lado da EAPN, o vice-presidente Agostinho Jardim Moreira relembra que «o futuro é dos jovens» e que os problemas «não se solucionam nas consequências, mas sim nas causas». Desta forma esta parceria prevê-se frutífera no que toca à análise das dificuldades dos estudantes que «muitas vez vêem-se obrigados a desistir [dos estudos] porque não têm forma de pagar quarto», mas também numa visão alargada às diferenças sociais da cidade de Coimbra e do mundo. «Queremos ter uma sociedade que se entende, respeita e acompanha. Em todos os termos, quer sejam financeiros quer sejam religiosos, de género... Queremos uma sociedade com oportunidades iguais e tratamentos iguais», afirma Jardim Moreira.
O protocolo já está em vigor e ambas as entidades vão trabalhar em conjunto para solucionar os problemas encontrados dentro da academia, da cidade e no país, como meio de ajudar a nível nacional e internacional.












