
BTL: Soure templário chama estudiosos e curiosos
Soure resgata a história ligada aos templários para promover o turismo e levar ao concelho muitos visitantes. Uns pelo lazer e pela fruição da animação proporcionada, outros pela investigação e pelo interesse mais ou menos profundo pela questão. Chama-se “Origem Templária Soure 1111” e é um evento que vai decorrer nos dias 31 de maio e 1 de junho. Não é uma estreia, mas a cada edição a organização, a cargo do Município de Soure, esforça-se por acrescentar elementos que aumentem a atratividade do evento que decorre no castelo, o mesmo que esteve intimamente ligado à ocupação templária.
«Os templários têm origem não em Soure, mas há um marco histórico e uma ligação fortíssima com Soure», afirmou ontem Teresa Pedrosa, vice-presidente da Câmara Municipal, ao apresentar mais uma edição do evento que quer levar ao concelho «turistas que tenham o gosto pela tradição templária e famílias que queiram passar um dia diferente». Até porque, sustenta a autarca, 1 de junho é Dia da Criança e o evento promete surpreender todas elas.
«Há um marco histórico e uma ligação fortíssima com Soure»
Acompanhada de quatro majestosos templários, ontem na BTL, Teresa Pedrosa admitiu que «a questão templária é muita cara» ao município. «Soure foi o primeiro castelo na Península Ibérica doado à Ordem do Templo que a partir daí cresceu e proliferou em toda a Península, por isso seria mau para nós não potenciarmos esse fator de atratividade», reafirmou a vice-presidente.
Segundo a autarca, a questão templária «tem um público muito específico» e é especialmente para esses que o programa reserva uma componente mais ligada à história, ao conhecimento e à investigação, através da realização de conferências e seminários com a participação de historiadores, investigadores e demais estudiosos envolvidos na temática. Para todos os outros há animação em larga escala, com música, reconstituições históricas e muitos outros atrativos que prometem transformar o castelo que, por estes dias, muda de figura.
O “centro do Centro”
A posição geográfica do concelho, «no centro do Centro» é um dos argumentos que Soure utiliza para chamar a si mais visitantes. Teresa Pedrosa admite que não é ambição do município ter os visitantes só para si e prefere antes que, tirando partido da localização, quem visite Soure durante o dia possa tranquilamente terminar a jornada à beira-mar na Figueira da Foz, ou a usufruir de Coimbra. Afinal, disse, são «20 quilómetros» para cada lado. «Queremos marcar esta posição», afirmou ontem, na apresentação no espaço da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
Além disso, fez questão de frisar que Soure «tem dado cartas» e promove «um conjunto de eventos «de escala regional e nacional», de que são exemplos o campeonato europeu de escalada, o triatlo ou os campeonatos nacionais de xadrez.












