Director: Adriano Lucas
Há 80 anos a informar
Sexta-Feira, 3 de Setembro 2010
Escrito por Margarida Alvarinhas   

Artes plásticas 

AGIRARTE abre hoje
em Oliveira do Hospital

Pintura, escultura, música e fotografia compõem a edição deste ano do AGIRARTE, Festival de Artes Plásticas de Oliveira do Hospital, que arranca hoje. E se as duas primeiras são as artes principais da iniciativa, onde participam oito artistas, as duas últimas são «elementos extra-festival», como explica o presidente da OHs21 – Associação Cultural e Multimédia de Oliveira do Hospital.

Com obras de oito artistas – sete de pintura e um de escultura – o festival desenrola-se em vários espaços da cidade de Oliveira do Hospital, estendendo-se ainda a Aldeia das Dez. Aqui reside, de resto, uma das características do AGIRARTE: levar a arte a espaços públicos normalmente frequentados pelas pessoas. Uma forma quase de “obrigar” o público a contactar com as obras.

Particularidade este ano é o facto de haver menos obras em exposição, mas Luís Antero desdramatiza, afirmando mesmo que a premissa utilizada foi a do “less is more”. «Este ano são menos artistas do que é costume, mas há obras de excelente qualidade em exposição, que merecem um olhar atento», considera.

A exposição, que hoje é inaugurada, às 17h00, e funciona até 31 de Dezembro, tem o seu núcleo central na Casa da Cultura César Oliveira, onde estão patentes as obras concorrentes ao Prémio AGIRARTE Município de Oliveira do Hospital. As restantes podem ser contempladas no Europa Bar, Café Portugal, Hotel S. Paulo, Pastelaria Imperium, Ritual Bar, Livraria Apolo, Café Culcurinho, todos na cidade de Oliveira do Hospital, e ainda no Hotel Quinta da Geia, em Aldeia das Dez. 

Música e fotografia
Mas desde há três anos que o AGIRARTE se apresenta com “extras” e este ano não é excepção. A fotografia de Vera Ramalho e a música de alguns grupos completam o cartaz das artes. «São elementos que vêm enriquecer o festival e dotá-lo de uma característica multimédia», explica o presidente da OHs21. Concretizando, Luís Antero refere a música electrónica que hoje à noite se vai ouvir no auditório da Caixa de Crédito Agrícola de Oliveira do Hospital, designadamente “OTO”, um projecto lisboeta de música electrónica, e “Diat0n”, música também electrónica de Rui Monteiro, um oliveirense, também ele pintor, mas que a esta edição do AGIRARTE dá o seu contributo na área da música.

Da electrónica à folk, o AGIRARTE oferece depois, a 26 de Dezembro, também no auditório da Caixa de Crédito Agrícola, um concerto dos “Bailenda”, um projecto folk, de música tradicional portuguesa com referências medievais.

No mesmo espaço há, durante os dias do festival, uma exposição de fotografia de Vera Ramalho, do Barreiro. Trata-se de uma parceria da OHs21 com o Museu da Música de Lisboa. “Nova música_música nova_novos músicos”, assim se intitula a mostra que tem a particularidade de representar, através de 20 fotografias, a nova dinâmica da música portuguesa e dos seus intervenientes, criada através dos novos músicos portugueses. Luís Antero diz mesmo que são «fotografias de afecto», obtidas através de uma grande proximidade entre a fotógrafa e os novos músicos.

O AGIRARTE é inaugurado pelas 17h00, na Casa da Cultura César Oliveira, altura em que é revelado e entregue o prémio AGIRARTE Município de Oliveira do Hospital. Segue-se um beberete e, já no auditório do Crédito Agrícola, a inauguração da exposição de fotografia e os concertos da noite.

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Actualizado em ( 2009-12-05 00:15:17 )
 

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