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Governador civil reconduzido Estratégia de Henrique Fernandes passa pela “segurança no emprego”
Tal como o Diário de Coimbra avançou, em primeira-mão, na edição de ontem, Henrique Fernandes mantém-se no cargo de governador civil de Coimbra. A resolução do Conselho de Ministros, que exonera os governadores civis actualmente em funções e nomeia os novos, foi tomada, ontem, na reunião semanal do executivo liderado por José Sócrates. Rui Pereira, ministro da Administração Interna, propôs a continuidade do presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Coimbra na Couraça de Lisboa. «Tenho todo o orgulho em ver a confiança renovada. Não é uma confiança gratuita, é uma consequência do bom trabalho de todo o gabinete», assumiu Henrique Fernandes, que, de imediato, reconheceu que «a boa avaliação fez com que o convite surgisse naturalmente, assim como aconteceu com outros governadores civis». «Sem falsas modéstias, procurei dar visibilidade cívica ao cargo», acrescentou, antes de admitir: «Procurei dar resolução aos problemas que enfrentaram instituições e autarquias». Após realçar que o governador civil «tem o papel de mediação entre o Governo e as pessoas colectivas e individuais do distrito», Henrique Fernandes informou que «há quatro anos atrás, quando entrei, dizia-se que o cargo seria extinto, mas, agora, ganha mais competências e atribuições». «Há quatro anos, assumi a segurança dos cidadãos como valor norteador e estruturante. Este continuará a ser o eixo estratégico da minha actividade e a primeira preocupação: segurança no emprego e na manutenção da boa actividade económica», garantiu. Fernandes dará prioridade, igualmente, «à segurança de pessoas e bens» sem esquecer «a protecção civil». «O apoio ao bom funcionamento dos serviços descentralizados do Estado» é outro dos propósitos a concretizar pelo governador, que, face à «maior pró-actividade» do cargo, vai ter «menos tempo livre» para o PS». «Haverá novas oportunidades e tempo para os mais novos e os que têm mais competitividade aparecerem. Assumi, logo que tomei posse, que não me recandidataria. Espero poder terminar, encontrando uma boa alternativa para contribuir para a democracia», concluiu.
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