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Montenegro critica adiamento de investimentos na defesa da costa da Figueira da Foz


Quinta, 19 de Janeiro de 2023

O adiamento de investimentos públicos na defesa da costa da Figueira da Foz, para fazer face à erosão costeira e ao assoreamento da barra do porto comercial, foi hoje criticado pelo presidente do PSD.

Numa visita à praia da Cova, localizada a sul da Figueira da Foz e um dos pontos do concelho litoral do distrito de Coimbra onde a erosão costeira é mais preocupante, Luís Montenegro apontou a ““visível falta de areia” naquela zona como responsável pelos “impactos muito negativos”, quer do ponto de vista ambiental, da qualidade de vida e do perigo para as populações que ali vivem.

“Eu acho que é bom para a política que os anúncios que são feitos em cima das eleições, os anúncios que são feitos de calendários, sejam efetivamente cumpridos. E não estamos a falar, ainda por cima, de investimentos de grande dimensão, estamos a falar de investimentos relativamente pequenos, numa escala nacional onde temos projetos de centenas de milhões de euros”, frisou o líder do PSD.

Na visita, integrada no programa Sentir Portugal, dedicado esta semana ao distrito de Coimbra, Luís Montenegro foi acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, dirigentes locais do PSD, deputados, pescadores e ativistas cívicos do movimento SOS Cabedelo.

Santana Lopes aludiu a vários investimentos prometidos e sucessivamente adiados pelo Governo, entre outros um ‘shot’ de areia de 100 mil metros cúbicos para reforço das praias a sul, outra transferência de areias, esta de três milhões de metros cúbicos retirados do mar a norte do molhe norte do porto comercial ou, entre outros, o investimento no chamado ‘bypass’ – um equipamento mecânico de retirada de inertes da praia da Figueira da Foz (o maior areal urbano da Europa), com uma tubagem por debaixo do leito do rio Mondego e colocação a sul, para fazer face à erosão costeira.

Luís Montenegro ainda ouviu pescadores sobre os ‘malefícios’ da acumulação de areias na entrada da barra ou Miguel Figueira, dirigente do SOS Cabedelo, movimento que há mais de uma década defende a construção do ‘bypass’.

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