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Portugal e o seu património: “Não trata bem, mas já tratou pior”


Sunday, 04 April 2021

Tudo começou com uma fotografia de uma antiga escola de Alquerubim, em Albergaria-a-Velha, que Maria Manuel Leitão Marques publicou na sua página de Facebook. A partir dessa partilha, José Carlos Mota, professor da Universidade de Aveiro e membro de diversas iniciativas de participação cívica, juntou-se a ela num projecto que quer chamar a atenção para o muito património que se encontra abandonado nos quatro cantos do país – e, a partir da sua identificação, tentar que seja recuperado. Maria Manuel Leitão Marques, actual eurodeputada e antiga ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, é uma das dinamizadoras do “Vamos Recuperar o Património Esquecido?” (ver na página 2). Em entrevista ao Diário de Aveiro, denuncia a lógica de “fazer novo sem necessidade”, mas saúda “uma nova cultura de gestão do património” que começa a dar frutos

Diário de Aveiro: O que vos levou a lançar o projecto “Vamos recuperar o património esquecido?”.
Maria Manuel Leitão Marques: Conhecer muito património abandonado e ver que muitas vezes se abandona o velho que podia ser recuperado para fazer novo ao lado sem necessidade. Aconteceu muitas vezes com as escolas. Há escolas abandonadas que poderiam ter sido melhoradas e continuarem a ser usadas. Depois quando se desactiva uma função do Estado (guardas florestais, por exemplo) ninguém se preocupa com a reconversão dos edifícios. Abandona-se. Mas também – vamos ao lado bom – conhecer casos em que velhas escolas, uma capela, um posto de guarda fiscal, um ex-quartel de bombeiros deram lindíssimas lojas de cidadão. Portanto, recuperar não é impossível se houver vontade política e cultura para isso.

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