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Maior investimento de sempre garante prevenção e rapidez contra incêndios


José Alberto Lopes quarta, 27 maio 2020

A parceria entre as Comunidades Intermunicipais (CIM) Viseu Dão Lafões e Região de Co-imbra vai permitir dotar ambos os territórios de um sistema integrado de videovigilância para a prevenção de incêndios florestais. Aprovada há um ano, a candidatura avança agora para a abertura do concurso, representando um investimento de cerca de 3,34 milhões de euros.
De acordo com Nuno Martinho, secretário executivo da CIM Viseu Dão Lafões, foi necessário realizar um trabalho prévio, “para definir a localização das torres de vigilância”, tarefa que envolveu as duas CIM’s e os respectivos municípios, o Instituto Superior Técnico, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil e o comando territorial da GNR.
“A decisão estratégica de lançar o procedimento e a candidatura em conjunto foi porque estamos a falar de territórios de fronteira e em termos de ganhos de escala fazia todo o sentido que assim fosse, porque, por exemplo, uma torre que está no município de Mortágua, que pertence à CIM de Coimbra mas está no distrito de Viseu, faz a vigia não só no território de Viseu, mas também no de Coimbra. Portanto, todo este estudo foi executado com esse objectivo”, salientou.
Das 37 torres a instalar, 19 são no território da CIM Viseu Dão Lafões e 18 na CIM da Região de Coimbra, servindo 33 municípios ao nível da detecção precoce dos incêndios e da activação rápida dos meios de combate.
“O objectivo é assegurar uma cobertura adequada de ambos os territórios, tendo em consideração as áreas de maior risco, as zonas sombra e as áreas com maior histórico de incêndios florestais, no sentido de prevenir os incêndios florestais e planear, de uma forma muito mais rápida, a activação dos meios para o local”, acrescentou.
Técnicos das duas CIM visitaram igualmente territórios onde estão implantados sistemas de videovigilância, como é o caso dos distritos de Castelo Branco e Guarda, da CIM das Beiras e Serra da Estrela, inaugurado em Julho do ano passado, com 17 torres com câmaras de vigilância. “As indicações que recolhemos foram as melhores e por isso avançámos também para esta solução”, evidenciou.
Nuno Martinho explicou que o sistema de videovigilância vai integrar a plataforma de emergência de protecção civil intermunicipal, lançado no ano passado pelas duas CIM’s, e que já está a ser utilizada pelos gabinetes técnicos florestais de cada um dos municípios, pela GNR, pelo CDOS e pelos bombeiros dos dois territórios. “A plataforma tem cartografados todos os equipamentos públicos da região, permitindo a detecção e o planeamento e a tomada de decisão pelos agentes de protecção civil”, adiantou.
Apontando a conclusão do projecto para o Verão de 2022, com o conjunto das 37 torres de vigilância, o secretário executivo manifestou a expectativa de haver “um conjunto significativo de torres a funcionar e a debitar informação para os agentes de protecção civil no Verão de 2021”.
Na ante-câmara do maior investimento de sempre da entidade, Nuno Martinho recorda que a CIM tem vindo ao longo dos últimos anos a fazer um trabalho planeado e organizado em termos de protecção civil.
“Começamos com a aquisição de equipamentos de protecção invididual para os bombeiros e serviços municipais de protecção civil, e, mais recentemente, com a plataforma de emergência intermunicipal, com a criação de gabinete técnico florestal intermunicipal da CIM e também com a criação de duas brigadas de sapadores florestais, que actualmente no terreno a fazer trabalhos de silvicultura preventiva”, concluiu.
Este projecto é apoiado pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Uso dos Recursos (POSEUR), Fundo de Coesão e Portugal 2020.