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Portugueses estão muito preocupados com o futuro


quarta, 25 março 2020

Mais de dois terços dos portugueses acreditam que os efeitos da actual pandemia do novo coronavírus na Economia serão muito negros. Para fazer face a esta situação de crise, também a maioria dos habitantes concorda com a declaração do Estado de Emergência, que entrou em vigor com fortes restrições aos nossos comportamentos individuais e colectivos.
Estas são duas das principais conclusões extraídas dos resultados de um estudo de opinião levado a cabo pela Eurosondagem, com o patrocínio da Associação Mutualista Montepio, para o Diário de Coimbra e várias outras publicações nacionais – a sondagem foi efectuada entre os dias 20 e 23 de Março a 710 pessoas.
A forma como a generalidade dos portugueses olha para as consequências desta crise global não deixa margem para gran­des dúvidas – um total de 69 por cento dos inquiridos entende que o impacto na economia e no emprego serão, em Portugal, muito grandes; e a estes somam-se outros 11 por cento para quem os efeitos serão grandes. Há depois uma minoria (7,2 por cento) que manifesta pouca preocupação com o que irá advir da actual situação no país.
O estudo de opinião mostra, por outro lado, números muito expressivos o apoio à instituição do Estado de Emergência, decretada pelo Presidente da República com a anuência do Governo e da generalidade dos partidos com assento parlamentar. A decisão recolhe a opinião favorável de 77,2 por cento dos cidadãos inquiridos, havendo não mais de 5,2 por cento que se mostra inequivo­camen­te contra a medida. Uma fatia considerável da amostra (17,6 por cento) revela dúvidas ou não tem opinião.

Medidas adoptadas
A sondagem quis ainda saber que avaliação fazem os portugueses do conjunto de medidas já adoptado pelo Governo para responder ao surto de COVID-19. Olhando para os números, ve­rifica-se que praticamente me­tade das pessoas interrogadas considera positiva a acção do Executivo de António Costa. Um quarto dos inquiridos não se mostra assim tão convenci­do do acerto das medidas e há também, embora em menor nú­mero (dez por cento), quem veja com maus olhos o pacote de iniciativas posto em prática pelo Governo nos últimos dias. |