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INOVA mostrou projeto de biorresíduos em Lisboa


Segunda, 24 de Junho de 2024

O projeto de gestão de biorresíduos em Cantanhede foi dado a conhecer no XIV Encontro Nacional de Gestão de Resíduos, que decorreu na Universidade Lusófona, em Lisboa, sob o tema “Gestão de Resíduos: Desafios, Soluções e Experiências”. A apresentação foi feita por Pedro Cardoso, vice-presidente da Câmara de Cantanhede e administrador da INOVA-EM, que explicou o processo de implementação da operação “Cantanhede Recicla – Recolha Seletiva de Biorresíduos” e a campanha “Valorizar Sempre até à última… casca, espinha, folha, migalha”, enunciando ganhos, constrangimentos, dificuldades e perspetivas futuras.
«Apesar do caminho trilhado ser bastante positivo, estamos ainda muito longe das metas que desejamos alcançar e por isso já estamos a preparar novas estratégias. Ainda assim, não deixa de ser relevante que no universo dos 36 municípios da área de intervenção da ERSUC, o município de Cantanhede esteja a contribuir com cerca de 30% dos biorresíduos rececionados pela entidade gestora em alta», referiu.
O testemunho desta experiência positiva não minimiza as preocupações sobre os biorresíduos em termos futuros. «As metas definidas pela Agência Portuguesa do Ambiente nesta matéria são demasiado ambiciosas e praticamente inatingíveis. Só com um grande esforço e elevados investimentos financeiros se conseguirá atingir taxas de recolha satisfatórias. Neste momento um dos grandes problemas é a questão da sustentabilidade financeira», complementou Pedro Cardoso, para quem é necessária «uma mudança urgente do modelo de governança, da legislação e uma melhor articulação entre o sistema em alta e baixa».
«Não podem ser apenas os munícipes, com as taxas que pagam, e os municípios/empresas municipais a suportar os custos, enquanto os lucros ficam para o sistema em alta e os agentes económicos», criticou

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