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Chega ao fim mais uma Feira do Livro no coração da cidade


Segunda, 24 de Junho de 2024

A Feira do Livro chegou ao fim depois de mais de uma semana dedicada à literatura, à cultura e à venda de livros com dezenas de iniciativas, espetáculos musicais, sessões de autógrafos e muito mais.
Ontem à tarde, muitos eram aqueles que ainda “espreitavam” os livros disponíveis, outros aproveitaram as últimas horas para comprar alguns, mas houve também quem aproveitasse o calor e o sol para passear pela Baixa de Coimbra.
Sílvio Passos é um dos alfarrabistas presentes nesta Feira do Livro e uma presença assídua. Todos os anos vem diretamente de Lisboa para participar e confessava ao Diário de Coimbra que «este ano podia ter corrido melhor». As razões para tal apontou ter sido «a chuva» dos primeiros dias, mas também os constrangimentos, devido à prova de triatlo que decorreu durante a semana na cidade.
Apesar disso, confessa que o negócio «correu bem». «Há pessoas que vêm espreitar e até encontram algumas coisas do seu interesse, outras já vêm com a ideia daquilo que procuram», explicou o vendedor de livros usados.
Apesar de vir de Lisboa, confessa que prefere fazer a Feira do Livro de Coimbra, «até porque os valores são bem diferentes».
Entre alfarrabistas como Sílvio Passos, editoras e livreiros, foram mais de 58 presenças das mais diversas áreas, repartidas em 48 stands que se estenderam para além da Praça do Comércio, onde decorre habitualmente, prolongando-se até ao Largo do Romal e Largo do Poço.
Este ano, o município de Coimbra alargou a Feira do Livro no espaço, mantendo-a no “coração” da cidade, decisão que agrada a expositores como o de Rui Oliveira, representante da Rota dos Livros.
«Esta localização é melhor do que no Parque da Cidade, porque este é um local de passagem durante o dia, nem que seja à hora de almoço dos trabalhos», realçou, em conversa com o nosso jornal.
Representantes de diversas editores, a Rota dos Livros preparou ao longo da semana uma banca de livros dedicados às duas comemorações que serviram de mote a esta edição da Feira do Livro “10 vezes 50 anos”- referindo-se aos 50 anos do 25 de Abril e aos 500 anos do nascimento de Luís de Camões.
«Houve um livro que se destacou o “Antes do 25 de Abril: Era proibido”, porque houve muitos jovens a comprarem o livro, chegou a esgotar e tivemos que reforçar», destacou o livreiro.
A Feira do Livro encerrou ontem ao som de Capicua que apresentou no Palco Liberdade um concerto poético. Ainda sem números oficiais, a autarquia irá apresentar o balanço final do evento nos próximos dias. |

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