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Portugal já reciclou mais de 10 milhões de toneladas de embalagens... mas não é suficiente


Sexta, 17 de Maio de 2024

Portugal precisa de chegar a 2025 a reciclar 65% de todas as suas embalagens. Neste momento, o fluxo da reciclagem de embalagens é o único a cumprir metas e em 2023 a taxa de retoma foi de 55.3%. Neste momento, o que suscita maior preocupação é o vidro, uma vez que não está a ser cumprida a meta de cada cidadão separar oito garrafas de vidro por ano.


É com uma mensagem otimista - Portugal já reciclou desde 1996 mais de 10 milhões de toneladas de embalagens desde - mas também com a certeza de que isso ainda não é suficiente que a Sociedade Ponto Verde (SPV) assinala hoje, o Dia Internacional da Reciclagem.


De acordo com a SPV, só no primeiro trimestre de 2024 foram encaminhadas para reciclagem um total de 111.696 toneladas de embalagens, o que significa um aumento de 3% em comparação com o período homólogo. São dados que fazem deste o único fluxo de resíduos urbanos a cumprir com as metas nacionais da reciclagem, embora os resultados mais recentes mostrem que a recolha seletiva de embalagens tenha de acelerar. «O país tem de alcançar os novos objetivos impostos pela União Europeia: reciclar, pelo menos, 65% de todas as embalagens colocadas no mercado até ao final de 2025. Em 2023, a taxa de retoma foi de 55.3%. Para evitar o incumprimento, o país carece de um aumento significativo, nomeadamente no material “vidro”. Os cidadãos deveriam depositar oito garrafas de vidro por ano, no ecoponto verde, para o país atingir a meta».


Os cidadãos têm já ao seu dispor sistemas de recolha de embalagens diversificados e funcionais, que permitem aumentar a deposição dos resíduos e o seu encaminhamento para reciclagem, nomeadamente ecopontos, porta-a-porta, ecocentros ou recolha a pedido. Contudo, é necessário continuar a melhorar o nível de serviço que lhes é prestado, em qualidade e conveniência, associado a uma forte componente de sensibilização e educação ambiental, que seja mobilizadora para gerar mais ação.


Também por parte das empresas deve existir capacidade de investimento em inovação colaborativa que permita continuar a disponibilizar embalagens e produtos cada vez mais sustentáveis para o grande consumo, em todo o seu ciclo de vida.


“Portugal tem feito um trabalho notável no que diz respeito à reciclagem de embalagens. O sistema tem vindo a evoluir e os cidadãos têm sido bastante participativos, mas é preciso acelerar quando o país tem novas metas para cumprir,” refere Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde.


“Motivar para gerar ainda mais ação é fundamental. São os cidadãos que depositam as suas embalagens nos ecopontos e, por isso, a par de terem ao dispor um serviço de qualidade e conveniente, há que investir em campanhas de proximidade e diferenciadoras, ensinando o impacto positivo que este gesto tem no Planeta. A reciclagem de embalagens é um compromisso com a Sustentabilidade e com a prossecução dos ODS das Nações Unidas, nomeadamente no que diz respeito à produção e ao consumo sustentáveis, e nós, na SPV, estamos totalmente empenhados nesta missão,” conclui a CEO da SPV.


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