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Potencialidades e riscos da IA aplicada na saúde debatidos em Coimbra


Quarta, 15 de Maio de 2024

Quais as potencialidades e os riscos da utilização de sistemas de inteligência artificial (IA) para personalizar e melhorar os cuidados de saúde? De que modo pode a IA permitir uma melhor prevenção, diagnóstico e cura de doenças? Como contornar riscos como a «opacidade da tomada de decisões, a discriminação com base em caraterísticas pessoas ou a intromissão na vida privada? Estas e outras questões serão debatidas amanhã e sexta-feira pela Universidade de Coimbra num evento científico sobre “Inteligência artificial e gestão de crise na área da saúde: a experiência da pandemia” que decorre no Colégio da Trindade, com a presença de especialistas nacionais e internacionais da área do Direito, nomeadamente juízes e ex-juízes, procuradores, representantes da Comissão Europeia, engenheiros informáticos, CEOs de empresas e professores universitários.
O evento vai contar com a presença de cerca de 30 juízes de vários países europeus, que ao longo dos dois dias vão participar em diversas atividades, como palestras e workshops, durante os quais serão abordadas as vantagens e riscos da IA aplicada na saúde em diferentes circunstâncias, como são as «crises sanitárias na perspetiva do direito fundamental de acesso à saúde e da gestão de crises sanitárias», contextualiza, citada em comunicado da UC, a docente da Faculdade de Direito e uma das organizadoras, Sandra Passinhas, avançando que se espera que este evento tenha impacto «na forma como os juízes analisam a influência da inteligência artificial em decisões de administração pública e os desafios que tal influência coloca ao respeito pelos direitos fundamentais».
Paralelamente, é esperado que «ajude a definir os problemas decorrentes do uso de inteligência artificial por parte de atores privados na área da saúde (especialmente prestadores de cuidados de saúde) na tomada de decisão sobre os pacientes (como o tratamento ideal para cada paciente) e os seus impactos nos direitos fundamentais, como a proteção de dados e a não discriminação», destaca a docente.

CCDR Funtos Europeus