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“O mais impactante festival de violoncelo do país” vai sair de Coimbra

A quinta edição do Festival de Violoncelo à Corda desloca-se à Lousã para um concerto de música erudita e barroca, que pretende “cativar novos públicos” e “novos locais”

O Festival de Violoncelo à Corda - À Corda Cello está de regresso para mais uma edição, que decorre de 5 a 28 de setembro, para divulgar a música barroca e o instrumento musical na cidade de Coimbra, sendo que, este ano, conta com uma apresentação no concelho da Lousã, que promete «cativar novos públicos» e alcançar outras localizações.

Tiago Anjinho, diretor artístico da iniciativa, defende que «a alma do festival» é a «ligação com o património cultural» e, por isso, faz todo o sentido que o evento se desloque para outros locais do país, não só para «chegar cada vez mais à comunidade», como para «transportar as pessoas para vários estilos de música diferentes».

Bruno Paixão, diretor regional da INATEL, reforça que «o mais impactante festival de violoncelo do país» e o «único que tem uma regularidade anual», fomenta «a coabitação com o património cultural» e a música, ao ser desenvolvido em diferentes espaços emblemáticos da cidade.

Para além disso, a organização do Cello à Corda, que é apoiada por parceiros locais, como a Câmara Municipal de Coimbra, a Universidade de Coimbra, o grupo INATEL e a Associação Académica de Coimbra, quer manter «a boa relação com os parceiros».

Rafael Nascimento, representante da Câmara Municipal de Coimbra, elogia a «manifesta evolução» do festival, marcada pela «visão particular» do instrumento, e reforça a capacidade que o projeto tem para criar relações com as entidades parceiras.

O Conservatório de Música de Coimbra é o primeiro local a receber um concerto, acolhendo, a 5 de setembro, pelas 21h00, o duo Isabel Vaz’co Dantas e a artista C’marie

No segundo dia de festival, a iniciativa desloca-se ao Teatro Municipal da Lousã, para uma atuação do grupo Agros Extomporae, pelas 21h00, integrado pela conimbricense Teresa Madeira. No dia seguinte, o grupo atua na Sé Velha de Coimbra, pelas 21h00.

O programa segue a 11 de setembro com a estreia do finlandês Martti Rousi e o Quarteto Chiado, às 21h00, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, e com Torleif Thedéen e Luís Magalhães, a 13 de setembro, às 19h00, no Teatro Académico Gil Vicente.

Ao longo do mês, o violoncelo também vai «cantar» o Fado de Coimbra, com as interpretações de Tiago Anjinho e o Ensemble de Fados, na Escadaria do Quebra Costas.

No âmbito da internacionalização do projeto, a programação recebe a violoncelista Ophélie Gaillard, na Biblioteca Joanina, a 22 de setembro, pelas 21h00.

Uma das novidades da edição é a introdução da vertente popular, inspirada no forró brasileiro, que proporcionou os concertos de Lita Trio e Forró Coimbra, que acontece a 23 de setembro, às 22h00, no Liquidâmbar, e a 27 de setembro, nas Piscinas do Mondego.

Filipe Quaresma e a Orquestra Festival à Corda encerram as atuações a 28 de setembro, às 18h00, no Convento de São Francisco.

A par com a música barroca, a organização dinamiza ainda uma masterclass com Jacob Shaw, que acontece entre os dias 24 e 26 de setembro.

Agosto 30, 2025 . 09:45

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