
Sete anos de cadeia para vizinho pedófilo
Um homem de 65 anos foi condenado a uma pena de sete anos de cadeia por ter abusado sexualmente de uma menina sua vizinha quando esta tinha entre 13 e 14 anos. Uma jovem que sofre de um atraso cognitivo que facilitou o caminho ao pedófilo e que contribuiu para o agravamento da pena.
O caso passou-se no concelho da Figueira da Foz e o pedófilo é um ex-emigrante que conhecia a vítima desde que esta era criança. Era sua vizinha e teria ainda uma ligação familiar, apesar de afastada.
O predador começou por trocar mensagens com a menina através das redes sociais e rapidamente começou a pedir-lhe o envio de fotografias nuas. Numa fase mais adiantada, alguns meses depois, o homem terá assistido a um vídeo pornográfico na companhia da criança tendo depois, pelo menos por três vezes, praticado atos sexuais de relevo com a menina. O arguido chegou a comprar um vibrador para a rapariga e cada vez que estava com ela dava-lhe dinheiro que esta escondia numa caixa do seu quarto.
O Tribunal Coletivo de Coimbra, como foi referido durante a leitura do acórdão, valorizou as provas documentais (as mensagens trocadas bem como os exames de adn que comprovaram a autoria dos abusos) mas também as declarações da menina que, como referiram os peritos que a avaliaram, não tem sequer a capacidade de fantasiar ou mentir tendo em conta a sua debilidade mental.
O tribunal teve em linha de conta o tempo em que esta situação se prolongou - cerca de três anos entre as primeiras mensagens e a detenção - e o contexto em que tudo aconteceu (a proximidade do arguido e a debilidade mental da vítima). Além da pena de cadeia, o arguido terá ainda de indemnizar a menina em 10 mil euros.
A ouvir a decisão em sistema de videoconferência a partir da cadeia onde está em prisão preventiva há cerca de um ano, o arguido iniciou um choro compulsivo, chamando pela sua mãe. A juíza respondeu-lhe perguntando-lhe se achava bem que fizessem o mesmo a uma neta sua, o que levou o arguido a chorar ainda mais. Ao nosso jornal, a sua advogada, Fânia Gonçalves, considerou a pena «muito pesada» e anunciou a intenção de apresentar recurso ao Tribunal da Relação de Coimbra.












