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Investimento de 8,8 milhões para novas obras e serviços no Hospital da Figueira

Novo edifício com dois pisos para áreas de pneumologia e gastroenterologia, renovação da fachada da instituição e intervenção em enfermarias, para criação de mais 16 camas, são novos investimentos da ULS do Baixo Mondego

A Unidade Local de Saúde do Baixo Mondego (ULSBM) apresentou, ontem, um conjunto de investimentos estratégicos de requalificação e modernização das infraestruturas hospitalares, que serão financiados no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com uma dotação financeira de 8,8 milhões de euros. Os concursos para as obras já foram abertos e a expectativa da direção do hospital é que a execução tenha início em meados de setembro. Quanto à conclusão, a empreitada deverá ser finalizada até junho de 2026.

Em causa estão dois projetos que representam um «marco determinante» no reforço da resposta assistencial da instituição. Um diz respeito à criação de um novo edifício dedicado a técnicas especializadas nas áreas de gastroenterologia e pneumologia, enquanto o outro prende-se com a renovação da fachada do antigo edifício do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) e, por conseguinte, a melhoria de diversas áreas nas enfermarias.

«Este dia para nós é muito importante». Foi desta forma que Ana Raquel Santos iniciou o seu discurso na apresentação pública dos projetos, que «são resultado de um longo trabalho com as respetivas equipas». De acordo com a presidente do Conselho de Administração da ULSBM, as novas áreas para pneumologia e gastroenterologia vão não só «dar resposta às necessidades das equipas», mas também «aumentar de forma muito significativa a resposta aos utentes». Já em relação à renovação das fachadas, a responsável assevera que vão assinalar «um antes e um depois» da história do Hospital da Figueira da Foz.

«Estes investimentos vão mudar o hospital. São investimentos muito relevantes, com uma visão de futuro. Não se destinam apenas para as necessidades atuais, mas também para a evolução futura do hospital», destacou Ana Raquel Santos, sublinhando que os projetos em causa vão permitir aumentar a capacidade de resposta e a melhoria significativa dos cuidados de saúde em prol dos utentes.

Novo edifício

e fachada “brutal”

A Vasco Alves, arquiteto da D-Solution, coube a responsabilidade de explicar, ao pormenor, todos os detalhes dos novos investimentos a realizar no hospital. Para a criação das áreas de pneumologia e gastroenterologia vai nascer um novo edifício no antigo serviço de pediatria, com dois pisos e uma cave. O Piso -1 servirá para uma área técnica e arrumos. Já o Piso 0 irá dispor de quatro salas de técnicas especializadas nas áreas de gastroenterologia, reprocessamento, recobro, cinco gabinetes de consulta e áreas anexas. Já o Piso 1 incluirá nove salas técnicas especializadas nas áreas de

pneumologia, laboratório do sono com dois quartos, recobro, dez gabinetes de consulta e áreas anexas.

«Quando fazemos edifícios públicos temos a preocupação de garantir que, com o tempo, o edifício se mantém com a sua imagem para que perdure ao longo do tempo», indicou o arquiteto, referindo que a fachada do novo edifício de dois pisos será ventilada e com material «bastante resistente» aconselhado para zonas frente ao mar.

Em relação à fachada do HDFF comentou ser «outro desafio». Para além da nova imagem que será «brutal» - novamente com fachada ventilada, mas outro tipo de material, também ele resistente - há várias intervenções a fazer, nomeadamente, a reparação de fissuras na estrutura, o isolamento térmico integral do edifício ou a substituição integral de vãos, bem como a reconversão de espaços existentes em quartos para a criação de 16 novas camas e ainda a instalação de um total de 24 casas-de-banho, todas privativas, nas enfermarias.

Agosto 1, 2025 . 09:30

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