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Linguagem e o cérebro: uma viagem no tempo e nas neurociências

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Cérebro e quase cinco meses após a instalação da exposição “Talking Brains”, o feedback não podia ser melhor. Mostra “descomplica” a complexidade do cérebro e da linguagem humana

De onde surgiram as cerca de 7 mil línguas que existem no mundo? Como é que conseguimos comunicar entre nós? Como é que os nossos ancestrais comunicavam? E se tivermos um acidente? De que forma a linguagem pode ser afetada? Estas e outras perguntas são, precisamente, o centro da exposição “Talking Brains - Programados para falar” que estará até fevereiro do próximo ano no UC Exploratório - Centro de Ciência Viva.

«É extraordinária, porque trata o cérebro de uma perspetiva um pouco distinta, trata o cérebro como o grande órgão da linguagem», começou por explicar Paulo Trincão, diretor do Exploratório, em conversa com o Diário de Coimbra, no âmbito do Dia Mundial do Cérebro que se celebra hoje, dia 22 de julho.

"Habitualmente, pensamos no cérebro como controlador das nossas necessidades mais fisiológicas, mas esta exposição é diferente", disse

Dividida em oito partes, os visitantes iniciam a exposição naquele que é o “ponto de partida”: a capacidade biológica de comunicar. É no cérebro humano que surge a «criação das linguagens e a diversidade extraordinária que existe».

Apesar de existirem mais de sete mil línguas em todo o mundo que divergem para línguas mais universais, é através do “cérebro linguístico” que todos os humanos conseguem comunicar, aprender, desenvolver, criar conhecimento, partilhar cultura, investigar, entre outras capacidades que apenas os seres humanos parecem ter adquirido ao longo dos tempos.

O falar do nosso cérebro e das suas capacidades, a temática da Inteligência Artificial não é ignorada. E, apesar de não fazer parte desta exposição, o Exploratório já realizou duas sessões para refletir sobre o tema.

«Isto só demonstra a nossa necessidade de mudarmos de exposições com regularidade para estarmos na vanguarda daquilo que vai aparecendo na ciência e tecnologia», afirmou o responsável.

Exposição Cérebro 11

De Barcelona até Coimbra, a exposição “Talking Brains” tem «batido todos os recordes de público», assegurou o responsável pelo espaço de ciência, referindo o «enorme orgulho» por manter a ligação à Fundação “La Caixa” do BPI que traz até Coimbra exposições desta dimensão.

«De facto, Coimbra conseguiu ter esta exposição e este protagonismo demonstra como é que o nosso sistema educativo informal é vanguardista e inovador», sublinhou Paulo Trincão.
Aliás, o sucesso desta exposição, que se vai estender até fevereiro do próximo ano, tem sido notório com o número de visitantes, desde escolas, centros de atividades escolares, famílias e turistas.

Por ser uma exposição com alguma complexidade na linguagem, as crianças devem ter no mínimo seis anos e devem ser acompanhadas, sempre que possível, por um adulto ou um monitor do Exploratório, para que possam usufruir da melhor maneira.

A expectativa é chegar às «50 mil pessoas», número que, segundo Paulo Trincão, «é rigoroso» e baseado nos bilhetes já adquiridos por visitantes.

Hoje, dia 22 de julho, celebra-se o Dia Mundial do Cérebro e por isso pode ser uma boa ocasião para visitar esta exposição. 

Julho 22, 2025 . 09:10

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