Sete Dias por Semana
1. Tiroteio. A rixa, seguida de tiroteio, que esta semana colocou Coimbra na “ribalta” não teve, felizmente, consequências dramáticas (como tantas vezes sucede quando se usam armas de fogo) mas volta a ser um alerta para o ambiente que se vive na noite (e às vezes dia) de Coimbra. Aliás, na véspera desta rixa realizou-se uma manifestação em que se defendia a reativação da segunda Equipa de Intervenção Rápida da PSP de Coimbra que foi desmantelada apenas por “castigo” na sequência de um anterior protesto policial. As mais de 10 mil assinaturas recolhidas na defesa desta reativação revelam bem a pertinência do assunto que vai ser debatido no Parlamento.
2. Médio Oriente. A guerra entre Israel e Irão foi escalando, todos os dias desta semana, e chegou a um patamar que há pouco tempo parecia pouco crível. Os iranianos conseguiram atingir solo israelita com alguns mísseis balísticos, um sinal de que a “cúpula de ferro” não é tão intransponível como se vinha referindo mas também que a capacidade militar iraniana pode ter sido desvalorizada por Telavive. A entrada em cena dos EUA parece agora inevitável e o que se seguirá é uma preocupante incógnita.
3. Governo. Sem surpresa, o Governo de Luís Montenegro viu o seu programa validado pelo Parlamento com o PCP a ver chumbada a sua moção de rejeição. Depois do governo da AD ter visto reforçada a sua votação, em sentido oposto ao do PCP, apresentar este tipo de expedientes no Parlamento só ajuda a perceber a razão pela qual cada vez menos pessoas aderem às posições comunistas. Ainda no campo da política nacional, destaque para a proposta apresentada novamente pela Iniciativa Liberal que visa a criação de um círculo de compensação nas legislativas de modo a impedir que o chamado voto útil continue a prejudicar os partidos de menor dimensão. Será um primeiro bom teste para ver o quanto reformista Montenegro quer, efetivamente, ser.
4. Sustentabilidade. A Universidade de Coimbra continua a dar cartas no campo da sustentabilidade. Segundo a edição de 2025 dos Times Higher Education Impact Rankings, a UC é a instituição de ensino superior mais sustentável de Portugal, dos países do lusófonos e está entre as 100 melhores do mundo (80.º lugar) no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do planeta. Esta é, sem dúvida, uma marca dos mandatos de Amílcar Falcão à frente da Universidade de Coimbra. Um reitor que logo em 2019 foi notícia ao anunciar a eliminação do consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias num caminho então anunciado de fazer desta "a primeira universidade portuguesa neutra em carbono".
5. Desporto. Falando em hábitos saudáveis, já não há qualquer dúvida que o hábito das corridas e caminhadas veio para ficar na nossa sociedade revelando uma maior preocupação – face há uma meia dúzia de anos – com o bem estar físico. No passado fim de semana foram duas as corridas que juntaram largas centenas de pessoas. Em Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra a corrida fez-se pelo canal do metrobus e na Figueira da Foz a corrida “mais bonita de Portugal” ligou Quiaios à Figueira da Foz pelo meio de paisagens deslumbrantes.
6. Saúde. A ULS de Coimbra tem vindo a desenvolver um caminho de “descentralização” de serviços que esta semana teve mais um episódio com a inauguração, em Cantanhede, da primeira de cinco unidades de Avaliação de Proximidade em Oftalmologia a instalar no território. A meta, revelou Alexandre Lourenço, presidente da ULS de Coimbra, é conseguir reduzir 50% dos internamentos e idas dos diabéticos às urgências. Também importante era, na medida do possível, levar mais serviços junto das comunidades não apenas onde há hospitais mas também centros de saúde.
7. Praxis. Beer Fest. Foram três dias de festa, no Jardim da Sereia/Campo de Santa Cruz, em torno da cerveja, da música e da gastronomia, pela ordem que cada um quiser. O Praxis Beer Fest foi um festival que trouxe a Coimbra um conceito diferente (tem tudo para ter sucesso no futuro) e que revelou como aquele espaço emblemático da cidade pode ser muito bem usufruído. Aliás, o conceituado arquiteto japonês Toyo Ito, em 2003, visitou o Jardim da Sereia a convite do então vereador Nuno Freitas, e apresentou uma proposta de requalificação em que a entrada do parque seria precisamente por onde está hoje o campo de futebol. O que este festival demonstrou é que este é um espaço com um enorme potencial.








