
240 alunos à descoberta do “Património – Conhecer para Proteger”
A segunda edição do projeto intermunicipal “Património- Conhecer para Proteger” terminou na passada semana com uma visita de campo que reuniu 240 alunos de 13 turmas do 6.º ano, oriundos de seis concelhos da região: Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Penela, Miranda do Corvo e Soure.
Organizado pelas equipas pedagógicas das escolas Inês de Castro e Taveiro, do agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, o projeto tem como objetivo «sensibilizar os alunos para a valorização do património cultural e natural, promovendo o conhecimento, o senido de pertença ao território e a interdisciplinaridade”, como referiu o professor Torres Pereira, diretor do Agrupamento, citado em comunicado enviado ao Diário de Coimbra.
Durante o dia, os alunos participaram em dois roteiros distintos. No Roteiro da Quinta das Lágrimas, exploraram os Jardins Romântico e Medieval e conheceram o simbolismo ligado à lenda de Pedro e Inês. Houve também espaço para a poesia, com a declamação de versos do Canto III de Os Lusíadas, assinalando os 500 anos de Camões.
No âmbito do Roteiro Histórico pela Baixa de Coimbra, passaram por locais icónicos como o Parque Manuel Braga, Praça 8 de Maio, entre outros. Próximo ao Arco de Almedina estava patente uma exposição de cartões desenhados pelos próprios alunos participantes. Junto à escultura Cantares de Coimbra, foi apresentada uma “moldura humana” desenvolvida nas aulas de Educação Física, em homenagem ao Fado de Coimbra, símbolo do património imaterial local.
O dia terminou no Pavilhão de Portugal com os alunos a assistirem a um momento musical com o Ensemble Vocal do Conservatório de Música de Coimbra e com alunos do ensino articulado da Escola Inês de Castro, dirigidos pela maestrina Cristina Carvalho. A atuação culminou com um excerto da ópera do maestro Sergio Alapont.
Para a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Cortez Vaz, citada no mesmo documento, este género de iniciativa «revela a importância da educação patrimonial e do trabalho em rede entre escolas e municípios, reforçando laços e identidade».
O projeto insere-se numa metodologia de investigação-ação contemplando, segundo o seu coordenador, Pedro Cabral Mendes, «um ciclo de ação-avaliação, ou seja um momento de avaliação final que traduzirá na aplicação da técnica de focus group aos alunos e professores». «Esta análise reflexiva à sua execução permitirá encontrar soluções de otimização a implementar na próxima edição do “Património: Conhecer para Proteger”», rematou.












