
Projeto desafia alunos a lutar contra a desinformação
“Pinóquio na escola”, iniciativa dinamizada pelo Polígrafo e pela Fundação Gulbenkian, passou pela Escola Secundária Quinta das Flores, em Coimbra, para desafiar os alunos a entrarem na luta contra a desinformação. O projeto visa, acima de tudo, segundo a jornalista do Polígrafo, Sara Beatriz, «percorrer as escolas do país e lançar um concurso nacional para promover o combate às narrativas falsas e fortalecer o pensamento crítico dos alunos».
Nesta sessão, que contou com a participação de Clara Almeida Santos (professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra) e de Sérgio Soares (Agência Lusa Coimbra), mais de duas centenas de jovens ouviram os profissionais abordar jornalismo, “fake news”, redes sociais e as formas de lutar contra a desinformação.
A desinformação é um dos maiores desafios do nosso tempo, e a única defesa real contra ela é o pensamento crítico, por isso, o Polígrafo, primeiro jornal português de “fact-checking” – verificação de factos - quer dotar os jovens das ferramentas certas para distinguir a verdade da mentira, estimular uma curiosidade saudável e reforçar a confiança na informação baseada em factos.
Sérgio Soares começou por explicar qual o papel da Lusa, agência que produz notícias para os seus clientes. O jornalista referiu, porém, que o «rigor e a verdade» são dois pontos fundamentais para «consolidar a democracia», sublinhando que o jornalista para combater a desinformação deve sempre «duvidar, investigar, pesquisar, ser responsável e usar o contraditório». O profissional da comunicação anunciou ainda a criação, por parte da empresa, do “Lusa verifica”, que irá arrancar após as eleições legislativas. O projeto contará com a participação do verificador de factos Luís Galvão e as informações serão classificadas como verdadeiro, falso e verdadeiro mas….
Clara Almeida Santos abordou as “fake news” e a desinformação, apelidando-as de “desordem informativa”. A docente adiantou que existem sete tipos de desinformação, sendo que no jornalismo os mais usuais são o «conteúdo erróneo, a ligação falsa e o contexto falso».
Sara Beatriz lançou igualmente o concurso nacional que pretende desafiar estudantes do ensino secundário a criar conteúdos originais – seja em formato de texto, vídeo ou através de páginas de redes sociais – para desmontar narrativas enganosas que circulam – ou circularam – no espaço público europeu. As submissões podem ser efetuadas até 30 de maio.












