
Primeiro-ministro expressa pesar e esperança após sismos na Venezuela
O primeiro-ministro Luís Montenegro deixou uma palavra de pesar pelo sofrimento do povo venezuelano causado pelos sismos de 24 de junho e pelas perdas de portugueses e luso-descendentes, manifestando também uma palavra de esperança.
Durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova fábrica da Lufthansa Technik no parque empresarial Lusopark, em Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, Montenegro assinalou que a região é uma terra de onde muitos emigraram para a Venezuela, referindo o Centro Luso-Venezuelano que reúne familiares portugueses e luso-descendentes residentes naquele país.
O primeiro-ministro comprometeu-se com os trabalhos de recuperação e salvamento das pessoas ainda desaparecidas sob os escombros e enviou uma mensagem de apoio à Presidente da Venezuela, ao povo venezuelano e aos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela.
"Para além das equipas que já mobilizámos para lá e que estão no terreno, tentaremos nos próximos meses e anos estar ainda mais perto daquele povo e daquele país para podermos construir um futuro mais próspero e mais justo também para aquele território e para aquela população", afirmou Luís Montenegro.
Os sismos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, seguidos por mais de 20 réplicas.
Estas catástrofes causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial, enquanto a ONU estima mais de 50 mil pessoas desaparecidas.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros indicou que 89 portugueses estão desaparecidos ou incontactáveis, sendo 52 homens e 37 mulheres. As vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes são 53, incluindo oito crianças.
Vários países, incluindo Portugal e outros membros da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela. A base de operações da missão portuguesa está situada em Catia la Mar, La Guaira, uma zona com grande concentração de portugueses e lusodescendentes.
Dezenas de edifícios ruíram ou sofreram danos graves na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das áreas mais afetadas pelos sismos.










