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Contrarrelógio em Coimbra anima Volta a Portugal Feminina

A 6.ª edição da prova foi apresentada ontem na autarquia coimbrã. São 23 equipas presentes. A 3.ª etapa liga Taveiro a Coimbra (Santa Clara)

A Volta a Portugal Feminina foi ontem apresentada na Câmara Municipal de Coimbra e a organização tem expectativas muito elevadas para uma 6.ª edição que conta com 23 equipas, sendo que 18 delas são estrangeiras e estarão 10 países representados. De 1 a 5 de julho estarão em ação 130 ciclistas e para a região o principal foco são as 3.ª e 4.ª etapas. Dia 3, há um contrarrelógio individual que liga Taveiro a Coimbra. No dia seguinte, o pelotão parte da Mealhada em direção a Águeda.

«Esta competição surgiu para estimular o ciclismo feminino e esta 6.ª edição mostra que esta é mais do que uma aposta ganha», referiu Cândido Barbosa. O antigo ciclista e agora presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) lembra que a vertente feminina da modalidade «não está ainda ao melhor nível», mas o trabalho está a ser feito nesse sentido.

Quanto a esta volta e estando em Coimbra, o dirigente realçou que «Ter a modalidade de contrarrelógio no meio das cinco etapas é muito importante, traz equilíbrio e obriga as atletas a crescer», definiu.

Cândido Barbosa acredita que Coimbra «vai passar a fazer parte da rota do ciclismo nacional» e Ana Abrunhosa como que “vestiu” de pronto a “camisola amarela” e para o ano quer um novo contrarrelógio. A edil de Coimbra acreditar que «este contrarrelógio vai encher o coração das atletas», até porque considera ser «uma etapa mui­to bonita». «Coimbra gosta de receber projetos que acrescentem ao território. Esta é uma prova de referência do ciclismo nacional e internacional», elogiou Ana Abrunhosa.

A presidente da autarquia de Coimbra deixou ainda uma certeza: «Tudo faremos para que esta edição fique na memória de todas as atletas.

“Primeiras etapas são muito exigentes”

A Sérgio Sousa coube a missão de apresentar toda a prova que começa dia 1 em Amadora e acaba dia 5 em Santo Tirso. «Esperamos que o pelotão se apresente em boa forma física porque as duas primeiras etapas são muito exigentes», disse o coordenador técnico nacional. O contrarrelógio promete ser dos pontos altos da Volta a Portugal Feminina. «É um percurso que nos criou desafios e descobrimos coisas interessantes», disse Sérgio Sousa que explicou o percurso entre a capela de Nossa Senhora da Piedade, em Taveiro, e a Avenida de Conímbriga, em Santa Clara. «Os atletas procuram sempre provas com contrarrelógio para treinarem a especialida­de», destacou, considerando uma mais-valia nesta 6.ª edição. Olhando para a etapa seguinte, o responsável federativo garante que os 109,1 km da Mealhada a Águeda formam uma «etapa exigente». «Esta é uma edição equilibrada, exigen­te e competitiva, garantiu Sérgio Sousa.

«Foi um desafio lançado à CMC que de pronto aceitámos», começou por dizer Ricardo Lino. O vereador do Desporto destacou a ligação desportiva «ao início das festas da cidade» e o «alcance internacional» de uma prova «com equipas UCI e seleções nacionais», casos da Noruega e dos EUA, pelo que é «importante para Coimbra estar neste tipo de provas».

A cerimónia contou ainda com a presença de Cândido Mal­va, presidente da União de Freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila, bem como Ricardo Santos, vereador do Desporto da Câmara Municipal da Mealhada, e os responsáveis das forças de segurança da GNR e PSP.

Junho 26, 2026 . 07:17

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