
Primeiro-ministro antecipa verão mais exigente no combate a incêndios em Portugal
O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou que o próximo verão será ainda mais exigente no combate aos incêndios florestais em Portugal, destacando que o Governo está a mobilizar todos os recursos disponíveis para a prevenção e o combate às chamas.
Durante o debate quinzenal na Assembleia da República, Montenegro recordou os nove anos decorridos desde os incêndios de Pedrógão, em 2017, que causaram 64 mortos, apelando à sensibilização e mobilização da população. "Todos sabemos que o comportamento de cada um faz a diferença, pode mesmo fazer a diferença na vida de todos", afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou que, além dos fatores habituais, o impacto da tempestade que derrubou centenas de milhares de árvores irá agravar a situação. Por esse motivo, o Governo antecipou o trabalho e está a mobilizar todos os intervenientes no esforço de prevenção e combate.
Montenegro destacou a atuação conjunta dos elementos da Proteção Civil, bombeiros, sapadores florestais, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Guarda Nacional Republicana (GNR) e Forças Armadas, que estão a trabalhar lado a lado com o Governo e as autarquias locais.
Foi criado o Comando Integrado de Prevenção e Operações, que visa garantir uma coordenação permanente e representa uma mudança de paradigma na conjugação da ação de combate com o trabalho preventivo e a redução do risco, explicou o primeiro-ministro.
Até ao momento, já foram desobstruídos 18.000 quilómetros de rede de área florestal. O dispositivo diário conta com cerca de 830 operacionais, 245 viaturas e 60 máquinas, indicou Montenegro.
Adicionalmente, o Serviço Nacional de Saúde está preparado para o verão, tendo ativado o respetivo plano desde 1 de maio. "Não obstante todo este trabalho de prevenção, o desafio é grande", admitiu o chefe do Governo.












