O poder do Não
Maio 9, 2026 . 16:00
"Recentemente, Diretores de Escola, Professores e Associações de Pais afirmaram que são os imigrantes e as raparigas as maiores vítimas de discursos de ódio" | Sérgio Viana, presidente da Direção Regional do Centro da Ordem dos Psicólogos Portugueses
O mais recente Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) revelou que o crime de violação atingiu “o valor mais alto da última década”, com “um aumento de 6,4% em 2025, face a 2024.” Acrescenta que “um quinto dos arguidos tem entre 16 e 20 anos e que as mulheres representam a maioria das vítimas”. Isto no País em que a mentalidade do “pôs-se a jeito” ainda prevalece em muitos. Em todo o mundo, todos os dias são violadas 11 mulheres e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada três mulheres já foram alvo de violência.
Porque as palavras também são armas e um “não” pode mudar tudo. Especialmente quando não temos medo de o dizer e quando aprendemos a aceitá-lo. Com palavras muito se constrói, mas é com o seu desrespeito que tanto se destrói. Incluindo vidas
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