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Arganil assinala os 100 anos em que se acendeu a luz no concelho

Programa comemorativo inclui uma caminhada até à central de Rei de Moinhos, a inauguração de uma exposição e a Rota da Energia

O Município de Arganil vai assinalar os 100 anos da chegada da eletricidade ao concelho. O programa comemorativo foi apresentado nas comemorações do 25 de Abril. «Um programa pensado para recordar, valorizar e envolver a comunidade arganilense nesta história que é de todos nós», declarou Luís Paulo Costa, presidente da Câmara de Arganil.
O programa iniciar-se-á com a realização de uma caminhada interpretativa até à central de Rei de Moinhos, em data ainda a definir, seguindo-se, no dia 7 de setembro, Feriado Municipal, a inauguração da exposição “100 anos de eletricidade em Arganil”, na antiga Cerâmica Arganilense. No mês de outubro terá lugar uma Rota da Energia, que permitirá efetuar visitas a infraestruturas contemporâneas como a Parques Eólicos e à Barragem das Fronhas.
«Num período em que gran­de parte das zonas rurais portuguesas ainda não dispunha de luz elétrica, Arganil destacou-se ao obter, em 1926, a primeira concessão para o fornecimento local de energia. No ano seguinte, em 1927, foi cria­da a hidroelétrica de Arganil, com a instalação de uma central em Rei de Moinhos, dando início a um processo que, embora gradual, se revelou decisivo para a modernização do território», começou por dizer o autarca. Para Luís Paulo Costa, assinalar este centenário «é muito mais do que do que recordar a instalação de um sistema elétrico», pois, secundou, «com a chegada de uma nova tecnologia, homenageamos, também, mais um dos momentos transformadores da nossa história coletiva».

Arganil destacou-se num período em que grande parte das zonas rurais não tinha energia elétrica

O autarca recordou, por outro lado, que em meados do século XX, «a iluminação pública era ainda uma aspiração distante e, em 1857 surgia já a proposta de iluminar algumas ruas com azeite e era essa a tecnologia de então». Entretanto, mais tarde em 1881, «seriam instalados os primeiros candeeiros públicos na nossa vila, primeiro a azeite e depois a petróleo», o que, no seu entender, «mostram algo muito importante, Arganil, o concelho, nunca ficou parado à espera do tempo, procurou sempre acompanhar o progresso e, foi essa ambição, que fez com que no início do século XX levasse a pensar mais longe». «Em 1914 já se estudava a possibilidade de produzir eletricidade associada ao abastecimento de água, depois da primeira Grande Guerra renasceu a visão de aproveitar a força do Rio Alva para produzir energia e foi assim que chegámos há 100 anos a 25 de abril de 1926», referiu ainda.
«Nesse mesmo dia acendeu--se a luz elétrica em Arganil e acendeu-se também uma nova esperança, a eletricidade prolongou os dias, dinamizou o comércio, criou melhores condições de conforto e de segurança, aproximou pessoas, abriu portas à modernização e ao desenvolvimento económico e social», afirmou Luís Paulo Costa.
O edil revelou ainda que «a eletrificação do concelho, fez--se de forma gradual, mais de 50 anos até ficar concluída, freguesia a freguesia, aldeia a aldeia, a luz foi vencendo distâncias». Em 1978, dá-se a integração da Hidroelétrica na EDP.
A apresentação contou com a intervenção do historiador João Figueira, que desenvolveu um trabalho de investigação sobre a história da eletrificação em Arganil.

Abril 27, 2026 . 09:20

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