
Académica Future deixa escapar título
A Académica Future perdeu por 19-22 diante do CDUL B, nas Caldas da Rainha, e deixou escapar o título de campeão nacional da 2.ª Divisão e a consequente subida à 1.ª Divisão, numa época em que até ontem estava 100% vitoriosa no campeonato.
Num grande ambiente de festa, com os adeptos da Académica a comparecerem em grande número, a exibição global dos “pretos” foi uns furos abaixo daquilo que tão brilhantemente tinham feito na meia-final contra o Belenenses. O jogo foi equilibrado, emotivo, com o marcador a funcionar em alternância para cada equipa, embora com supremacia das defesas sobre as jogadas de ataque das equipas.
Começou mal a partida para os academistas que numa jogada de ataque no meio campo dos lisboetas permitiram uma interceção que isolou o adversário. Ensaio ao meio dos postes, transformado: 7-0 para o CDUL B. Reagiu bem a Académica a marcar logo de seguida numa insistência dos seus avançados, mas foi de novo o CDUL a marcar outro ensaio transformado na resposta - 14-5 aos 20’. Nova resposta da AAC, de novo por Curica e transformado por Francisco Carrito a reduzir para 14-12, favorável ao CDUL, resultado equilibrado com que se foi para o intervalo.
A segunda parte prometia, e apesar de jogarem agora contra o vento, esperava-se que os conimbricenses corrigissem alguns detalhes para que o seu jogo fosse mais consistente. Mas o nervosismo, com falhas no alinhamento nas bolas de introdução própria, dificuldades na “melle”, mas acima de tudo muito mérito do adversário na pressão que colocou sobre o “playmaker” academista, o jovem talentoso Francisco Carrito de apenas 17 anos, que nunca conseguiu impor o seu jogo penetrante e a habitual maestria a trazer o jogo para o espaço vazio, tal era a pressão dos defensores lisboetas.
Na segunda parte entrou bem a Académica noutro ensaio de Francisco Curica (o seu terceiro da tarde!), superiormente transformado por Francisco Carrito, trazendo o resultado para 19-14. A Académica estava pela primeira vez na frente. Mas um erro defensivo grave que permitiu novo ensaio aos lisboetas o que abalou de novo a moral academista. 19-19.
O jogo aproximava-se rapidamente do fim, o espetro do prolongamento começou a pairar, pois nenhuma equipa se conseguia aproximar das áreas adversárias. O “balde de água fria” chegou a poucos minutos do fim, com o CDUL a aproveitar uma penalidade para anotar três pontos e selar a sua vitória 22-19 a poucos momentos do fim.
Tarde inglória dos “pretos” que após 15 vitórias consecutivas viram a primeira derrota chegar nesta final e que mereceram a enorme salva de palmas com que os adeptos os brindaram no fim do jogo.











