
Proteção Civil indica aumento do número de mortos em incêndios em habitações
Um documento, divulgado esta semana pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), indica que no ano passado os fogos em edifícios aumentaram 6,5%, num total de 6.709. Para além do aumento nesta tipologia de incêndios, resultaram 37 vítimas mortais, um aumento na fatalidade em relação a anos anteriores.
O Anuário de Segurança Contra Incêndio em Edifícios-2025 dá conta que se verificaram em Portugal Continental 37 vítimas mortais, 139 feridos graves, 1.072 ligeiros e 903 pessoas assistidas em resultado de incêndios urbanos (incluindo edifícios em utilização e edifícios degradados/devolutos e de forças militares e de socorro).
A ANEPC precisa que desde 2020 que se regista uma média de 35 mortos devido aos incêndios urbanos.
Segundo o documento, nos últimos seis anos as vítimas mortais atingiram os números mais elevados em 2022, com 41, seguido de 2025 (37).
Em 2020, morreram 33 pessoas em incêndios em habitações, em 2021, foram 35, em 2023, 28 e em 2024, 35
No ano passado registaram-se 30 vítimas mortais em habitações, seis em instalações hospitalares e lares de idosos e uma em fábricas, precisa o anuário, acrescentando que sofreram ferimentos graves 10 pessoas em edifícios hospitalares e lares de idosos e oito em industriais.
No total, de acordo com a ANEPC, verificaram-se 9.703 ocorrências de incêndios urbanos no ano passado, das quais 9.351 (96,37%) em Portugal Continental, 200 (2,06%) na Região Autónoma da Madeira e 192 (1,57%) na Região Autónoma dos Açores.
A Proteção Civil destaca que 78,47% (7.338) das ocorrências corresponderam a incêndios urbanos confirmados e 21,53% (2.013) a falsos alarmes.
Daqueles 7.338 incêndios em Portugal Continental, 92% deflagraram em edifícios em utilização, quase 8% em edifícios degradados e devolutos e 0,04% em edifícios militares, de forças de segurança ou de socorro.
No ano passado registaram-se mais 410 incêndios em habitações do que em 2024, sendo 2024 o ano com menor número de ocorrências desde 2020.
A Proteção Civil sublinha que os 2.013 falsos alarmes em Portugal Continental aumentaram ligeiramente em 2025 em relação ao registado nos anos anteriores e que originaram o acionamento de 15.556 bombeiros e 4.572 viaturas.
A Proteção Civil destaca que 78,47% (7.338) das ocorrências corresponderam a incêndios urbanos confirmados e 21,53% (2.013) a falsos alarmes
A região com maior número de ocorrências confirmadas, em edifícios em utilização, tal como verificado nos anos anteriores, é a região Norte e a de Lisboa e Vale do Tejo, que representam 71,25% do total, mas a Grande Lisboa foi aquela que registou mais incêndios em habitações no ano passado (1.150).
O anuário mostra também que em 2025 o maior número de ocorrências de incêndios urbanos verificou-se em dezembro, seguido de janeiro, meses em que as temperaturas apresentam valores mais reduzidos.
O documento indica ainda que no ano passado foram investigados 595 incêndios urbanos e detidos pelo crime de incêndio urbano 42 pessoas, menos duas do que a média dos últimos quatro anos, que se situa nos 44 detidos.











