
Faça como a Alice, “atravesse” o espelho e descubra se é real o que nos mostra
O ponto de partida é o clássico “Alice do outro lado do espelho”, de Lewis Carroll, e desafia os visitantes para uma aventura do lado de lá (e de cá) dos espelhos. A nova exposição do UC Exploratório, “Espelhos - dentro e fora da realidade”, abre ao público hoje e é uma estreia absoluta em Portugal, depois de ter sido um sucesso em Barcelona.
“Como a Alice, convidamo-lo a questionar o que os espelhos realmente nos mostram. O que vemos é a realidade?”, lê-se na parte inicial da exposição, que chega ao UC Exploratório no âmbito do acordo global de colaboração estabelecido com a Fundação “la Caixa” | BPI.
“Atravessa-me”. O convite é para públicos de todas as idades e, logo à chegada, começam as surpresas com um efeito ligado à chamada lei da reflexão. Quem diria que “hate” visto em diferentes espelhos se pode ler “love”?
«Dentro do espelho, há um conjunto de desafios para compreender melhor o que são os espelhos», explica Paulo Trincão, diretor do UC Exploratório numa visita guiada pela nova exposição, cuja inauguração vai decorrer a 9 de abril.
Afinal o que são os espelhos? Será que se limitam a refletir a realidade? Criam outra realidade? Distorcem a realidade? Os visitantes, através de desafios interativos, vão encontrar algumas das respostas , sendo que há sempre a explicação científica associada, refere Paulo Trincão.
Sabia que nem todos os espelhos funcionam da mesma forma? É que se o número de reflexos for ímpar, vemos a nossa imagem invertida lateralmente ou virada; e se o número de reflexos for par, vêmo--lo em inversão.

Ainda do lado de dentro dos espelhos, os visitantes vão ter a capacidade de se multiplicar no caleidoscópio.
Ao explorar a exposição, os visitantes vão também confrontar-se com anamorfoses. E o que são exatamente? Nada mais, nada menos do que figuras distorcidas que só podem ser vistas corretamente quando observadas a partir de um único ponto de vista.
Vai perceber também que «os pontos de luz criam realidades» e não é por acaso que os mágicos recorrem tantas vezes aos espelhos.
É através de um túnel caleidoscópico que o ambiente da exposição se altera, ou seja, a partir daí, entra-se no mundo da luz. «Fora do espelho, são apresentadas situações em que, na vida real, os
espelhos são de extrema utilidade», sublinha Paulo Trincão. E, mais uma vez, os exemplos prometem não deixar ninguém indiferente, como é o caso dos “sóis artificiais” de Viganella (Itália) e Rjukan (Noruega), duas aldeias de montanha em que, durante os meses de inverno, o sol fica escondido. A solução encontrada foi refletir a luz... através de um espelho, operado remotamente.
Fique também a perceber melhor os mistérios da luz infravermelha, da aplicação dos espelhos em telescópios e saiba que o invisível se pode tornar visível.
A exposição é uma «marca muito importante na comunicação de ciência», com «propostas interativas e criativas para que aprender ciência seja um gosto», sublinha Paulo Trincão, resumindo que esta proposta revela como «os espelhos são importantes na nossa vida».











