
“A Matemática e a Esperança” deu o mote para celebrar o Dia do PI na Escola Avelar Brotero
A matemática ainda é vista por muitos alunos como o «bicho-papão» das disciplinas, mas na Escola Avelar Brotero, alunos e professores deitaram mãos à obra para dar a conhecer a beleza infinita escondida na matemática, como forma de celebrar o Dia do Pi, que se assinala a 14 de março.
Um sábado, este ano, por isso, o Dia Internacional da Matemática, que este ano tem como tema “A Matemática e a Esperança”, comemorou-se efetivamente a 17 de março. Um dia diferente na escola que começou logo pela manhã, com uma exposição de fotografia que revela a modelação com a função quadrática, presente em muitos aspetos do dia-a-dia. Ao observar a exposição, podem ver-se fotografias de vários monumentos, como o Arco do Triunfo, em Paris, um dos arcos do Aqueduto de S. Sebastião (Arcos do Jardim), em Coimbra, a fachada do Café de Santa Cruz, entre outros, mas todos com uma particularidade. A acompanhar cada fotografia, a modelação da curva está representada pela respetiva expressão analítica Um conceito algo abstrato para o comum leitor, mas que é precioso na Matemática que é a base de algumas profissões. Engenheiros e arquitetos, por exemplo, têm de saber identificá-la quando projetam ou constroem algo que tenha uma curva. A título de exemplo, refira-se que as suas medidas têm de ser tidas em conta para garantir uma boa sustentação.
Também as curvas existentes em elementos naturais ali surgem como é o caso da curva de um olho, de um repuxo ou de uma escada de piscina, apenas para dar alguns exemplos. E foram duas alunas do 10.º 3A, a Leonor Morgado e a Maria Clara que explicaram ao Diário de Coimbra como é que realizaram o seu trabalho. Primeiro escolheram o edifício, neste caso, no Porto, ou uma escadaria em França. Depois foi só calcular a respetiva função quadrática, em que a curva pode estar voltada para baixo ou para cima. Outro exemplo da «beleza infinita da Matemática» pode ver-se no caso do repuxo, que apresenta uma curva perfeita, como explicou a professora Rute Marques. Mas a exposição também integra outros elementos matemáticos, como os quadrantes, feitos pelos alunos de Mecatrónica, ou telas, criadas pelos alunos de Artes, em que a geometria era o ponto de partida, inspirados pelos artistas Amadeu de Souza Cardoso e Almada Negreiros. Em destaque estava a tela que revela a liberdade da mulher negra que, representando «todas as mulheres e meninas que não são vistas nem ouvidas, é um apelo à mudança que urge fazer».
Outros trabalhos dos alunos dão a conhecer os padrões da natureza que não surgem por acaso, antes seguem uma determinada regularidade e forma de organização, explicada pelo matemático Leonardo Fibonacci, no século XIII e que revelou a sequência perfeita das espirais de girassóis,
pinhas e conchas e mesmo nas pétalas das flores, outro mistério da Matemática, os fractais.
E a propósito de Fibonacci, outros matemáticos foram dados a conhecer com a peça de teatro que depois foi apresentada no auditório da Escola.
Um trabalho que resultou do empenho e dedicação do Grupo de Teatro da Escola Avelar Brotero, e que teve como “encenadoras” as professoras Sónia Antunes e Madalena Almeida. Para os alunos que integraram a peça de teatro que retratou, de forma muito criativa, a evolução da Matemática ao longo dos tempos, «foi uma estreia», tal como referiu a professora Sónia Antunes.
Uma peça que, por certo, ajudou os alunos a perceber a importância da Matemática para «explicar o mundo e pô--lo a funcionar», com os jovenes a interpretarem Pitágoras, Euclides, Arquímedes. Fibonacci, Al- Khwarizim e outros matemáticos, como Leonardo da Vinci e Alan Turing, que, com os seus diálogos, deram a conhecer os seus contributos para a evolução da Matemática, dando como exemplos, o zero que deu origem ao sistema decimal ou ainda o número de ouro, o representante matemático da perfeição na natureza.
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