
Arte de construir instrumentos juntou em Coimbra mais de 40 expositores
Centenas de pessoas passaram durante o fim de semana pelo Conservatório de Música de Coimbra para a VI edição da Mon(s)tra Luthiers ASMUSITEC, numa organização da Associação de Músicos e Técnicos de Som, muitos na busca de novos instrumentos musicais, outros pela curiosidade, sendo que em comum têm o gosto pela música. Segundo a organização, vieram luthiers (pessoas que se dedicam à construção de instrumentos de forma artesanal) e artesãos «desde a Galiza até ao Algarve» para participarem numa das exposições mais relevantes a nível ibérico dedicadas à construção de instrumentos de forma artesanal, explicou João Paulo Castanheira, responsável pela organização.
Com 47 expositores presentes, este ano a ASMUSITEC conseguiu ter uma «maior diversidade de instrumentos», para responder a todo o tipo de público «que procura nestas mostras o seu nicho musical».

Desde guitarras acústicas a elétricas, guitarras de Coimbra, guitarras portuguesas, dos instrumentos mais tradicionais aos mais inovadores com designs arrojados, os vários luthiers (pessoas que se dedicam à construção de instrumentos de forma artesanal) tiveram a oportunidade de expor a sua arte.
Uma guitarra azul e com padrão leopardo chama a atenção de quem visita a exposição. O autor? Paulo Gonçalves, que apesar de não tocar uma nota musical, há dez anos atirou-se de cabeça para o design de guitarras.
«Eu faço o processo completo desde o design à produção final, ou seja, são designs próprios e depois a parte da produção é um misto entre o artesanal e as novas tecnologias com ajuda do desenho computadorizado», explicou, em conversa com o Diário de Coimbra, o artesão que já vendeu guitarras para, por exemplo, o músico Paulo Furtado, mais conhecido por The Legendary Tigerman.

Ao lado, Orlando Martins expõe seis guitarras de Coimbra e apresenta-se de imediato como um «apaixonado por tudo aquilo que diz respeito à guitarra de Coimbra». Vindo de Ermesinde e sem qualquer ligação à cidade, Orlando Martins até hoje não consegue explicar a origem da paixão, em específico, por este tipo de guitarra. O gosto e o interesse pelo trabalho de marcenaria surge do pai, já o gosto pela música e por guitarras, conta, veio da parte do «avó materno que era guitarrista».
Quando surge o confinamento, Orlando decidiu aprender guitarra de Coimbra com um «dos maiores mestres, Paulo Soares». Das aulas à construção em si não passou muito tempo e apesar de não ser a sua profissão a tempo inteiro, é pela guitarra de Coimbra que os seus olhos brilham.
Mas a exposição não se faz só de instrumentos de corda, este ano, houve ainda mais espaço para instrumentos de sopro e de percussão, material técnico e acessórios como palhetas personalizadas











