
Casa cheia e 152 músicos num abraço coletivo
O Convento São Francisco esgotou o Grande Auditório, ontem à noite, num «concerto que é muito mais do que um espetáculo, é um gesto coletivo de esperança». Assim definiu a presidente da Câmara de Coimbra a iniciativa, que contou com a colaboração de um total de 152 músicos, com a receita a reverter na íntegra para a Cáritas Diocesana de Coimbra na ajuda às populações atingidas pelas tempestades e pelas cheias em Coimbra, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure.
«Há 152 músicos, nenhum vai receber cachê. É impressionante», dizia André Sardet, o mentor do concerto “É preciso acreditar”.
«O concerto nasceu do impulso generoso de artistas da nossa terra, com especial destaque para André Sardet», salientou Ana Abrunhosa, comovida com «uma noite de muitos talentos e de enorme generosidade», por isso mesmo, fez questão de nomear, um a um, cada artista e de cada grupo que ajudaram a fazer da noite de ontem «um exemplo» para o país, como referiu o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
André Sardet, Àtoa, Coimbra Gospel Choire, Coro dos Antigos Orfeonistas da UC, D.A.M.A., Diogo Piçarra, Elisa, Hugo Gambóias, Joana Almeirante, João Farinha, João Pedro Pais, João Só, Luís Trigacheiro, Marisa Liz, Miguel Araújo, Paulo Figueiredo e Tiago Nogueira. São estes os artistas, acompanhados dos seus músicos, que se reuniram em Coimbra em nome de uma causa.
«Desde a primeira hora que a Câmara Municipal de Coimbra esteve ao lado desta iniciativa, porque acreditamos que governar é, antes de mais, estar próximo. E foi desse espírito de congregar vontades e unir esforços que nasceu esta noite», frisou Ana Abrunhosa, que fez questão de recordar o deputado Pinto Ângelo, falecido esta semana.
«O que nos une esta noite não é apenas a circunstância difícil que atravessámos e continuamos a atravessar. O que nos une é algo muito maior, é a solidariedade, é o amor ao próximo que constrói comunidade», continuou a autarca, acompanhada também pelos representantes dos municípios da Figueira, Montemor e Soure.
Antes de a música “tomar conta” do palco, Ana Abrunhosa desejou ainda que a noite que ontem se viveu em Coimbra fosse «um abraço coletivo». «Que a música seja conforto, que a solidariedade seja hoje e sempre a nossa maior força», concluiu.
A caminhar para o fim do mandato, Marcelo Rebelo de Sousa felicitou André Sardet pela ideia, os 152 músicos e o público. «Aqui estive em 2017, logo a seguir aos incêndios e houve a mesma solidariedade imediata. É um exemplo, um símbolo de que estamos solidários e estamos juntos nas horas felizes, como estamos juntos nas horas de dor», salientou, deixando um apelo ao país para fazer «um esforço nacional».
«Que nos unamos em torno do nosso Presidente, António José Seguro, que nos unamos em torno do nosso Governo, dos autarcas e todas as formações, porque tudo o que está em causa é Portugal», concluiu.
Manuel Antunes, presidente da Cáritas Diocesana de Coimbra, elogiou a iniciativa e lembrou que, quem desejar continuar a ajuda com um donativo na ticketline ainda o pode fazer até domingo.












