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Bombeiros Sapadores passam a ser Batalhão

Com a aprovação da passagem de Companhia a Batalhão, Sapadores reforçam comando e capacidade operacional. Podem ter escola de formação

A transformação da Companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra em Batalhão foi ontem aprovada por unanimidade pelo executivo camarário, abrindo assim a possibilidade de reforço da capacidade operacional e da resposta municipal na área da proteção civil.
Na proposta aprovada, que já tinha o parecer favorável da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, lê-se que com a passagem a Batalhão «a corporação reforça o comando interno, melhora ao nível do teatro de operações e ganha outra capacidade de organização interna».
A alteração dá aos Sapadores «a possibilidade de criar uma escola de formação, de certificar cursos e capacidade para promover uma formação constante», dotando o corpo de bombeiros «de melhores meios técnicos e recursos humanos com mais capacidades para cumprirem a sua missão e servir melhor a população», sublinha o documento.
Com um Batalhão, «Coimbra ganha (...) uma estrutura de proteção civil com outra dinâmica de intervenção no âmbito regional e nacional», refere a Câmara, ao notar a afirmação da importância local dos Sapadores, e outro posicionamento a nível nacional.
Já com o aumento de despesa cabimentado e registado em fundos disponíveis, a autarquia observa que a organização em Batalhão «permite reforçar a cadeia de comando e melhorar a articulação operacional, assegurando a existência de níveis intermédios de chefia, essenciais para a gestão simultânea de múltiplas ocorrências e para a coordenação de operações prolongadas no tempo».
Com a elevação passa a existir uma estrutura com comandante, 2.º comandante e adjunto técnico, bem como um Estado-Maior, uma companhia operacional, com cinco pelotões, e uma companhia de comando e serviços, com gabinetes específicos.

Batalhão vai ter Estado-Maior, duas companhias e um segundo comandante

Enquanto Companhia, o quadro de comando é composto apenas por um comandante e um adjunto técnico sem funções operacionais definidas em lei, «o que é manifestamente insuficiente para os desafios operacionais e administrativos atualmente exigidos», sustenta a autarquia.
O modelo de Batalhão, garante a Câmara, «promove maior eficiência na tomada de decisão, melhor planeamento estratégico e maior capacidade de integração com os dispositivos municipais, distritais e nacionais de proteção e socorro».
A passagem a Batalhão implica um novo regulamento interno, a elaborar após a criação da nova estrutura, documento que irá definir funções e atribuições em função das categorias dos bombeiros e restantes funcionários não bombeiros.

Março 3, 2026 . 07:30

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