Do centro do mundo - O Senhor Mondego
O Mondego, o rio, anda por estes dias nas bocas do mundo. É um rio de expectativas que nos faz olhar para onde ainda há pouco havia as margens que hoje estão submersas. Até onde irá e que consequências trará para campos, ruas, habitações, escolas e comércios?
Muitos haverá que o acusarão de malfeitorias, imensos prejuízos e perturbações de vida. Poucos se lembrarão dos seus méritos e contributos decisivos para a nossa vida. Pela perturbação que vivemos, este não será decerto o momento mais indicado para uma análise racional do que o nosso Mondego significa para a cidade, para a região e mesmo para o país. Impotente para travar as águas que caem dos céus, que acolhe e o empanturram, talvez leve rio abaixo algumas lágrimas de tristeza porque esquecemos que foi com a sua água que logo de manhã lavamos os olhos para o espreitarmos com clareza.
E Coimbra, a principal cidade desta região, que tanto se angustia com a ideia de que é vista como um pequeno ponto no mapa, nada melhor do que aproveitar a bênção que é o Mondego e pedir-lhe ajuda para levar à prática uma visão do país de que apenas fazem parte o Tejo e o Douro
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