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Coimbra não vai “baixar a guarda” até ao próximo dia 11

Uma centena de operacionais monitoriza margens do Mondego de forma permanente, nomeadamente as sete zonas onde há risco de inundação

Até dia 11, próxima quarta-feira, os agentes de proteção civil municipal não vão “baixar a guarda” e manter-se-ão atentos, e em permanência, a monitorizar as sete zonas de risco de inundação no concelho.
A garantia foi ontem dada por Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra que, aos jornalistas, fez um ponto de situação concelhia após mais uma noite de chuva forte e algum vento, que não causou problemas de maior para as populações.
As principais preocupações no concelho, afirmou a autarca, eram as quedas de muros, taludes e árvores, assim como deslizamentos de terras e barreiras bem como as inundações.
Nestes dias, e como garantiu, estão a ser feitas «permanentemente, dia e noite, reconhecimentos e rondas, apoio à população, apoio na colocação de lonas no telhados», num trabalho conjunto que envolve bombeiros locais, autarquia também com a interação com a GNR, a PSP e com a Polícia Municipal, num total de 100 operacionais em estreita colaboração, e onde se incluem ainda elementos de corpos de bombeiros de Tábua, de Mortágua e da Mealhada, além de fuzileiros e elementos do Exército. Estão divididos por três setores ao longo das margens do rio Mondego, e desta forma vão verificando as situações de risco que possam surgir.
«No âmbito da vigilância, verificámos as condições do dique, as condições de risco para algumas famílias ou para algumas explorações agrícolas e agimos. E quando é preciso chamamos o apoio que é necessário, consoante a circunstância», acrescentou.
Todo este trabalho está a ser feito em estreita colaboração com a APA (Agência Portuguesa de Ambiente) e, como tal, os diques continuam a ser vigiados e as situações que merecerem atenção serão reportadas, sem que, para já, tenham sido identificadas situações de risco. No entanto, importa sublinhar, Ana Abrunhosa realçou que «não há riscos elevados, mas há sempre um risco, porque esse risco nunca é zero».
Ontem houve mais estradas cortadas e quedas de árvores e barreiras. Situações que, até ao fecho da nossa edição, foram de fácil resolução e não geraram grande preocupação. O mesmo não sucedeu nos concelhos vizinhos de Montemor-o-Velho e Soure, para quem a autarca deixou palavras de solidariedade pelos momentos difíceis que estão viver.

Nota positiva à articulação entre entidades

Tendo sempre como preocupação salvar vidas, Ana Abrunhosa disse que, no terreno, verificam as condições de risco para algumas famílias ou para algumas explorações agrícolas e avaliam. Esta monitorização constante das equipas no terreno permite saber onde há risco e adotar os procedimentos em conformidade, sendo certo que não se vai evacuar um território inteiro se apenas tiverem que sair duas ou três famílias.
Dando nota «muito positiva» à articulação que tem vindo a ser feita com todas as entidades, e que além da chuva também preocupa a situação de degelo da Serra da Estrela (fruto do aumento da temperatura dos últimos dias), a edil lembrou que as pessoas «também se podem ajudar a si próprias» em situações que vão ocorrendo.

Primeira Viagem De Metrobus Portagem Serpins 2

Metrobus continua suspenso no troço suburbano

A circulação do metrobus vai manter-se suspensa no troço suburbano, confirmou a Metro Mondego, alegando motivos de segurança para que as viaturas não possam circular entre Serpins e Vale das Flores. A decisão foi tomada por indicação da Proteção Civil, avançou a Metro Mondego, adiantando que, para colmatar esta paragem, estarão disponíveis serviços alternativos de hora a hora durante o dia de hoje, nos mesmos horários e percursos dos realizados no dia de hoje, servindo as paragens dos serviços alternativos de Serpins, Lousã-Estação, Miranda do Corvo e Vale das Flores (ambos os sentidos). «A normalização do serviço ocorrerá logo que seja possível uma avaliação mais precisa dos danos existentes e o consequente restabelecimento das condições de segurança», garante.

Açude

Evitar todos e quaisquer comportamentos de risco

Com várias vias cortadas ao trânsito no concelho, nomeadamente do Açude Ponte até ao limite do concelho, Ana Abrunhosa disse que as pessoas devem seguir as indicações das autoridades e não passar por locais onde a passagem está fechada e, consequentemente, proibidas. Por isso, mesmo, e porque se trata de uma zona – Bencanta – que neste momento tem vias cortadas, não se realizará a Feira dos 7, que decorreria no sábado. A sua realização podia levar a que se corressem riscos, como tal, foi prontamente cancelada.
E, falando em riscos, a presidente da câmara, lembrou que estes devem ser evitados ao máximo. Seja com a ida para locais cujo acesso esteja vedado, seja outros onde mesmo sem haver corte possa haver algum perigo, nomeadamente estacionamento em zonas que possa haver risco de desabamento. Além de se colocarem numa situação de risco, podem, como sublinhou Ana Abrunhosa, por em causa um socorro que seja necessário. E isso é algo que todas as forças envolvidas neste momento, num esforço que também solidário, querem evitar.
«Se por um lado a chuva e o vento é algo que não foge do controlo, os nossos comportamentos são controlados por nós», concluiu.

Fevereiro 6, 2026 . 08:50

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