Do centro do mundo: E a Música, Coimbra?
Eu, desafinado confesso, estou a escrever este artigo a ouvir música. Nietzsche afirmou que sem a música a vida seria um erro, e eu entendo que Coimbra tem cometido o erro de não valorizar devidamente a importância da música, que faz parte do seu ADN, como um bem estratégico importante para a sua afirmação e projeção.
Depois da frustração por ter sugerido por diversas vezes e em vários mandatos autárquicos, iniciativas e projetos municipais relacionados com a música, sem qualquer sucesso, volto ao tema, porque só é vencido quem desiste de lutar.
Uma das sugestões que fiz, e que hoje já não é possível realizar, teve a ver com a iniciativa de propor a instalação em Coimbra do Museu Nacional da Música. Ninguém quis saber do assunto. Hoje é ir ao Convento de Mafra para ver o que poderíamos ter aqui.
De entre as muitas coisas que Coimbra é e pode ser, a Música pode desempenhar um papel muito relevante na sua afirmação e na elevação da sua autoestima. Só precisa de uma política autárquica que a veja como tal, Temos cá tudo. Não precisamos de andar a mendigar a ninguém. É só querer.
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