
Escolas de Oliveira do Hospital fechadas por causa do mau tempo
O Município de Oliveira do Hospital decidiu suspender a atividade letiva em todos os estabelecimentos de ensino do concelho, do pré-escolar ao ensino secundário e profissional, devido à previsão de condições meteorológicas adversas que se iriam sentir até à manhã de hoje, com rajadas de vento que poderiam chegar aos 170 km/h. A medida foi anunciada ontem pelo presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, após uma conferência de imprensa no Centro Municipal de Proteção Civil.
Segundo o autarca, a decisão tem um caráter preventivo e visa salvaguardar a segurança de toda a comunidade escolar. «É preferível, se tudo correr bem, perder um dia de aulas do que colocar alunos, pais, professores e transportes escolares em risco», afirmou.
O encerramento abrange toda a rede de ensino do concelho. «A prioridade é proteger os cidadãos, começando pelas nossas crianças e jovens», sublinhou José Francisco Rolo, acrescentando que a previsão de ventos fortes, possíveis quedas de árvores e objetos, cortes de energia e falhas nas comunicações justificam a medida.
A decisão surge na sequência do alerta vermelho, emitido para a região de Coimbra, com previsão de ventos muito intensos. O presidente deixou um apelo claro à população para não sair de casa.
Além do encerramento das escolas, foi reforçado o apelo à adoção de comportamentos responsáveis. «Ficar em casa e tomar medidas de autoproteção é essencial», sublinhou. Como medida adicional, a autarquia determinou o encerramento de todos os parques municipais.
O autarca revelou que os primeiros levantamentos aos danos provocados pelas intempéries apontam para valores muito elevados, afetando equipamentos e infraestruturas municipais, na «ordem dos 700 ou 800 mil euros».
Comando regional alerta
Um pouco por toda a região, multiplicaram-se ontem os apelos a medidas de autoproteção tendo em conta o mau tempo, provocado pela Depressão Kristin, que se previa para a madrugada e manhã de hoje. Numa conferência ao final do dia de ontem, o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, Carlos Luís Tavares, indicava que a noite seria de fortes ventos com velocidades perto dos 150 quilómetros por hora (Km/h).
«Há uma grande preocupação com as cheias que assolam o território, mas esse fenómeno, neste momento, está dentro dos limites previstos. Alertamos para os perigos desta noite, com ventos muito perigosos, que podem causar danos graves», indicou o comandante, ainda antes das 20h00.
«Apesar do foco principal ser a Figueira da Foz, prevê-se que os ventos cheguem com muito impacto a Coimbra e podem, ainda, chegar a Miranda do Corvo e outras localidades mais interiores», sendo pedido para que se adotem medidas preventivas em toda a região. «Mesmo após as 9h00, é preferível manter medidas de prevenção», sublinhou Carlos Luís Tavares.
Para garantir o apoio à comunidade, foi efetuado um reforço de proteção civil. «O nível de prontidão é o nível quatro, o mais alto, equivalente ao antigo nível vermelho. Significa que todos os serviços municipais de proteção civil estão prontos para intervir», referiu.
Mesmo admitindo que o vento noturno seria o maior problema para a madrugada, o comandante realçou que a precipitação «contínua, persistente» se vai manter e que o leito de cheia «se há de manter». «As zonas mais vulneráveis, o Cabouco, Coimbra, mas também Montemor, Soure e até a Figueira da Foz, são zonas historicamente de risco» onde se deve manter atenção às cheias.
Figueira ativa plano de proteção civil
Na Figueira da Foz, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz determinou a ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil e o serviço de travessia no rio Mondego foi suspenso devido à precipitação por vezes forte, vento forte e agitação marítima forte.
Em Pampilhosa da Serra, informa o município nas suas redes sociais, devido à subida do caudal do rio Zêzere, provocada pela chuva intensa das últimas horas, a circulação encontra-se interrompida na ponte que liga Porto de Vacas a Janeiro de Cima. O município deixou também especial alerta para a subida dos caudais dos rios Zêzere, Unais e Ceira, situação que poderá originar ocorrências e situações excecionais em algumas zonas do concelho.











